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  • Performance na Esfera Pública

    AAVV

     Pode a performance arte hoje participar, construir e recriar o espaço público? Como podem os mundos criados pela performance reconfigurar as possibilidades políticas, éticas e estéticas do encontro com o outro, de acção no mundo e da relação entre a esfera privada e pública?

    Estas são as questões de fundo que norteiam os 11 ensaios e as 9 páginas de artistas reunidos neste volume, publicado por ocasião do centenário da conferência futurista de Almada Negreiros, marco inaugural de uma possível história da performance portuguesa.

    Inclui contributos de Claire Bishop, Peggy Phelan, Bojana Cvejic e Ana Vujanovic, Eleonora Fabião, Christof Migone, Guillermo GómezPeña, Ana Bigotte Vieira, Sandra Guerreiro Dias, Ana Borralho e João Galante, entre outros.
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • Z/S

    Adília Lopes

    Em 1998, um taxista francês, em Paris, disse-me que tinha passado férias em Portugal com a namorada. Achou que Portugal era um país que era uma casa de repouso.
    25/1/2016
  • Teatro Escolhido

    José de Almada Negreiros

     O teatro é uma arte total que centra, em Almada Negreiros, as suas muitas artes. As peças aqui reunidas formam um dos auto-retratos mais fiéis de um grande modernista português.
  • Poesias completas & dispersos

    Alexandre O'Neill

     A nova edição da obra poética de Alexandre O’Neill na Assírio & Alvim, organizada e posfaciada por Maria Antónia Oliveira e revista por Luis Manuel Gaspar, adopta o título «Poesias Completas & Dispersos» e reúne num só volume dois livros do autor. Como nos explica a organizadora na Nota à presente edição, «Um deles, "Poesias Completas", aquele que enforma e dá o tom a esta edição, foi publicado em vida do escritor, na Imprensa Nacional, aumentado duas vezes pelo próprio com os livros "As Horas já de Números Vestidas" (1981) e "Dezanove Poemas "(1983). Em 1986, ano da morte, surgiu nova edição que incluía "O Princípio de Utopia, O Princípio de Realidade Seguidos de Ana Brites, Balada tão ao Gosto Popular Português & Vários Outros" Poemas (1986, Moraes, colecção Círculo de Poesia). O outro livro, "Anos 70. Poemas Dispersos" (Assírio & Alvim), veio a lume em 2005 e resultou da minha pesquisa para a biografia do escritor. Além destes dois livros, incluem-se nesta edição quarenta e dois textos dispersos em jornais, revistas, discos e catálogos de arte. Foram localizados sete inéditos em espólios.»
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.
  • Zun

    Katia Maciel

    Quem me dera poder compor uns “brincos de palavras”, como diz Carlos Drummond no “Poema-orelha” da sua obra reunida em Poemas, de 1959. Mas posso dizer, pelo menos, que minha intenção foi essa quando li e agora escrevo sobre Zum. Se faltou arte para adornar esse Zoo que Katia Maciel compôs com tanta delicadeza e precisão, não faltou deleite em usufruir dele, pisando de leve para não assustar os bichos – da mínima formiga ao máximo elefante – que ela flagrou com a câmara secreta dos seus olhos verdes que, num piscar, surpreendia e se surpreendia, nessa vereda roseana, com o que ia vendo e registrando; não só as imagens, mas os seus significados e sentimentos mesclados, daqueles que nos acompanham, na nossa aventura terrena, sem palavras, mas com sua linguagem multifacetada.
  • Querer do corpo, peso (e outros textos)

    Sónia Baptista

     
  • Saudação a Walt Whitman / Canto de Mim Mesmo

    Álvaro de Campos, Walt Whitman

    Um novo livro amarelo, do maior especialista contemporâneo de Fernando Pessoa, Jerónimo Pizarro.
    Este é o encontro de dois grandes poetas, Fernando Pessoa, ou o seu heterónimo, Álvaro de Campos, e Walt Whitman.
    Disse Harold Bloom que Pessoa era o maior herdeiro português de Whitman.
    Pessoa não desmente essa filiação. Jerónimo Pizarro, mestre-de-cerimónias do encontro de Campos e Whitman, recorda-nos uma declaração pessoana: «O heterónimo de monóculo sente-se um Whitman "em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer!

    EXCERTOS
    Este é o encontro de dois grandes poetas, Fernando Pessoa, ou o seu heterónimo, Álvaro de Campos, e Walt Whitman. Disse Harold Bloom que Pessoa era o maior herdeiro português de WHITMAN. Pessoa não desmente essa filiação. Jerónimo Pizarro, mestre-de-cerimónias do encontro de Campos e Whitman, recorda-nos uma declaração pessoana: «O heterónimo de monóculo sente-se um Whitman “em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer”.»
    PESSOA nunca negou a influência de Whitman e, como se diz na apresentação, «toda a sua produção de 1914-1916, e não só, torna-se-nos mais compreensível se a aproximarmos de Whitman». Os dois admiráveis poemas, que aqui se juntam, reforçam essa comunhão poética. Este livro, escreve JERÓNIMO PIZARRO, «vem precisamente convidar-nos a uma leitura dupla, permitindo, neste caso, revisitar Whitman para reler Pessoa, ou, COMO SUGERIA JORGE LUIS BORGES, LER O SEGUNDO PARA AFINAR E DESVIAR SENSIVELMENTE A LEITURA DO PRIMEIRO, até porque Pessoa leu e sublinhou Song of Myself antes e depois de escrever a Saudação a Walt Whitman.»
    APRESENTAÇÃO JERÓNIMO PIZARRO
  • Mike Tyson para Principiantes - antologia poética

    Rui Costa

     «Esta antologia procura oferecer uma maneira de ler a poesia de Rui Costa, sabendo de antemão que tudo o que pudermos dizer a respeito da sua obra será condicionado por um tom deliberadamente pessoal: afinal, fomos amigos do Rui, companheiros de vida e poesia, e com ele dividimos durante muitos anos os caminhos do lado menos visível das coisas. Por isso, cada um de nós tem os seus pontos de referência nesse mapa de cumplicidades íntimas e as suas antologias pessoais de poemas. [...]

    Esclareça-se desde já que o título Mike Tyson para principiantes nos foi fornecido pelo próprio autor — que o utilizou para uma antologia da sua obra que pretendia ver publicada, a cujas versões tivemos acesso. Embora mantenha o título inspirado pela metáfora do pugilismo, o livro que temos em mãos, substancialmente mais extenso, não é a antologia Mike Tyson para Principiantes que o autor organizou; de qualquer modo, também não se trata de uma reunião dos seus poemas completos. O livro resulta da nossa selecção pessoal, democraticamente ponderada, feita a partir dos livros editados em vida, dos dispersos que vieram a lume em revistas literárias e volumes colectivos e dos inéditos que se conservam no espólio que a família mantém. Assinale-se também que, para a escolha e organização dos poemas, nunca perdemos de vista o objectivo de construir um livro inteiramente novo. Ainda assim, tendo acompanhado a sua escrita, achámos por bem respeitar uma constante na composição de todos os seus livros publicados, que foi a divisão em três partes, e orientá-la de uma forma que pudesse aproximar-se de propostas que o próprio deixou esboçadas. [...]»
    da Introdução

Eventos


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Destaques

A salvação de Veneza

Thomas Otway

Tradução e prefácio de António M. Feijó.

«"A Salvação de Veneza" de Thomas Otway (1652-1685) tem tido uma posteridade peculiar. No espaço da literatura dramárica inglesa, a sua órbita é a de um cometa periódico: recorrentemente montado, frequentemente esquecido, este texto de 1682 fascina de algum modo a generalidade dos seus intérpretes.
(...)
Quanto ao que determina o inesperado e largo elogio deste texto numa autora como Gertrude Stein, ou a furiosa imprecação de Lord Byron, numa carta de 1817, contra a heroína da peça, por ele descrita como "uma cabra sentimental de cio casto e curiosidade chorona... que absolutamente desprezo, abomino e detesto", talvez que o impulso seja de natureza idêntica.» do Prefácio

Poesia, saudade da prosa

Manuel António Pina

 « […] esta antologia é de uma seriedade e exigência inatacáveis. […] É uma poesia de uma amargura doce, de uma tristeza mansa, de uma relutância vitalista. Não é uma poesia do lado de fora das coisas, mas não tem ilusões sobre o nosso acesso efetivo ao lado de dentro. É, digamos, sobre o lado de fora do lado de dentro – sítio onde a identidade e a realidade fazem um sentido provisório e comunicável. E onde se pode talvez pousar a cabeça.»
Pedro Mexia, Expresso

Contos do Pacífico

Jack London

 Contos do Pacífico é uma colectânea de histórias, extraídas de quatro livros de Jack London, organizada pelo escritor inglês Sinclair Lewis. A matéria destes contos, cuja arte George Orwell admirava, é produto da longa viagem de dois anos que Jack London empreendeu pelas ilhas do Sul do Pacífico entre 1907 e 1909 no veleiro Snark. A experiência magnífica revelou-se também dolorosa; o demorado périplo acabou por ser esgotante e London contraiu várias doenças tropicais, voltando a casa com a saúde muito debilitada. Esta aventura, porém, ocorreu num tempo em que viajar era ainda sinónimo de conhecimento lentamente adquirido; e, no caso particular de Jack London, tratava-se mesmo de uma busca empolgante de outras culturas comunitárias e alicerçadas em valores ancestrais diferentes dos estabelecidos nos países modernos de modelo europeu, em particular nos Estados Unidos, cuja história social se assinalava por uma extrema violência. Jack London apreende assim, no Havai e noutras ilhas do Pacífico, um mundo onde paralelamente a uma crueldade antiga dos homens ou da natureza se lhe revelam belezas espantosas e remanescentes paraísos - já todavia em confronto com a lógica imperativa do mundo de onde London vem e que o persegue.

As lágrimas amargas de Petra von Kant

Rainer Werner Fassbinder