Destaques

Anatomia Tito Fall of Rome / A Máquina Hamlet
Heiner Müller
livrinho de teatro nº 96
Heiner Muller reinventa Shakespeare, tritura-o, canibaliza-o. A sua máquina é uma máquina de demolição.
Anatomie Titus Fall of Rome Ein Shakespearekommentar foi escrito em 1983/4 e estreado em 1985, em Bochum, com direcção de Manfred Karge e Matthias Langhoff. A presente tradução estreou em 2003 no Teatro da Cornucópia, dirigida por Luis Miguel Cintra, com cenários de Cristina Reis e interpretação de Ângelo Torres, Glicínia Quartin, João Lizardo, Luis Miguel Cintra, Paulo Moura Lopes, Pedro Lacerda, Márcia Breia, Ricardo Aibéo, Nuno Lopes.
Die Hamletmaschine estreou fora da Alemanha, primeiro na Bélgica dirigido por Marc Liebens em 1978, e imediatamente a seguir em França, no Teatro de Saint Denis, com encenação de Jean Jourdheuil e cenário de Gilles Aillaud. Muitas foram as produções baseadas neste texto pelo mundo fora — assim como as versões musicais, nomeadamente de Giorgio Aperghis, Wolfgang Rihm e dos Einstürzende Neubauten. A sua estreia em Portugal ocorreu no Porto, em 1997, em tradução de Anabela Mendes e direcção de António Lago.
Vou lá visitar pastores
Ruy Duarte de Carvalho
Vou lá visitar pastores é uma exploração epistolar sobre as digressões do antropólogo pelo território kuvale. O dispositivo literário adoptado consiste na transcrição de um conjunto de cassetes em que o narrador relata as suas anotações de campanha, tecendo reflexões críticas e ensaísticas sobre as terras, as gentes e os costumes desse Outro, os kuvale.
O Capitão Saiu Para Almoçar e os Marinheiros Tomaram o Navio
Charles Bukowski
Nesta fascinante compilação de textos diarísticos - recolhida dos seus cadernos e publicada postumamente - Bukowski descreve-nos com profunda candura e sentido de humor os acontecimentos e reflexões que vão pontuando aqueles que serão os seus três últimos anos de vida. Tudo isto com o inconfundível estilo de Bukowski - o artista maior do que a própria Humanidade que retrata.
Cadernos de Temuco
Pablo Neruda
Em ano de comemorações do centenário do nascimento do poeta chileno Pablo Neruda, chega-nos a tradução portuguesa (da autoria de Albano Martins) deste seu "primeiro" livro. Como refere o poeta/tradutor: "A descoberta, em anos recentes, dos "Cadernos de Temuco" ou, melhor, de fotocópia do manuscrito dos três cadernos que constituem o presente volume, deve-se aos cuidados de Bernardo Reyes, sobrinho de Pablo Neruda e autor do livro "Neruda, retrato de família, 1904-1920". Os "cadernos" reúnem os poemas, na sua maioria inéditos, escritos por Neruda entre 1919 e 1920, isto é, entre os quinze e os dezassete anos, alguns deles incluídos posteriormente pelo poeta no volume "Crepusculário"." O livro foi originalmente publicado em 1996, por Victor Frias, que assina um prólogo que surge também nesta edição.