Início
 Revistas 
Livros Usados


Novidades

  • Zun

    Katia Maciel

    Quem me dera poder compor uns “brincos de palavras”, como diz Carlos Drummond no “Poema-orelha” da sua obra reunida em Poemas, de 1959. Mas posso dizer, pelo menos, que minha intenção foi essa quando li e agora escrevo sobre Zum. Se faltou arte para adornar esse Zoo que Katia Maciel compôs com tanta delicadeza e precisão, não faltou deleite em usufruir dele, pisando de leve para não assustar os bichos – da mínima formiga ao máximo elefante – que ela flagrou com a câmara secreta dos seus olhos verdes que, num piscar, surpreendia e se surpreendia, nessa vereda roseana, com o que ia vendo e registrando; não só as imagens, mas os seus significados e sentimentos mesclados, daqueles que nos acompanham, na nossa aventura terrena, sem palavras, mas com sua linguagem multifacetada.
  • Rosas

    Dulce Maria Cardoso

    Repetir. Repetir. Repetir. Repetir.

    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ter sentido.
    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ter sentido.

    Rosas – Dulce Maria Cardoso
  • Escrito no Vento - Paroles de Vent

    Zlatka Timenova, Casimiro de Brito

     O livro “Escrito no Vento/Paroles de Vent” (Renku) de Zlatk Timenova e Casimiro de Brito já está disponível, sendo uma edição bilingue Português/Francês e o primeiro de uma nova colecção de Poesia da Eufeme.

    O poema a duas vozes que oferecemos hoje é uma forma poética usada no Japão desde o século XIV, intitulada de início Renku (連얌) ou haikai no renga (母諧ㅞ連멱). É cantada por dois poetas, sob a forma de haiku, num “duelo” poético extremamente vivo e tão original quanto possível. Forma essa que Casimiro de Brito já praticou duas vezes: a primeira com o grande poeta Bashô, respondendo com poemas seus aos poemas do Mestre, sem o Mestre saber, pois viveu entre 1644 e 1694. Esse poema, composto por 110 haiku, foi publicado em Faro, numa edição raríssima, em 2001. O outro renku (“Através do Ar”) foi escrito com o poeta japonês Ban’ Ya Natsuishi, em quatro línguas (português, japonês, inglês e francês) e foi editado em Tokyo em 2007.
    O livro Escrito no vento/Paroles de vent, que a Editora Eufeme oferece aos seus leitores, é um novo “duelo/diálogo”. Os dois protagonistas são Casimiro de Brito e Zlatka Timenova e as figuras deste poema-duelo são realizadas em francês e português, com as respectivas traduções pelos próprios poetas.
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • Mike Tyson para Principiantes - antologia poética

    Rui Costa

     «Esta antologia procura oferecer uma maneira de ler a poesia de Rui Costa, sabendo de antemão que tudo o que pudermos dizer a respeito da sua obra será condicionado por um tom deliberadamente pessoal: afinal, fomos amigos do Rui, companheiros de vida e poesia, e com ele dividimos durante muitos anos os caminhos do lado menos visível das coisas. Por isso, cada um de nós tem os seus pontos de referência nesse mapa de cumplicidades íntimas e as suas antologias pessoais de poemas. [...]

    Esclareça-se desde já que o título Mike Tyson para principiantes nos foi fornecido pelo próprio autor — que o utilizou para uma antologia da sua obra que pretendia ver publicada, a cujas versões tivemos acesso. Embora mantenha o título inspirado pela metáfora do pugilismo, o livro que temos em mãos, substancialmente mais extenso, não é a antologia Mike Tyson para Principiantes que o autor organizou; de qualquer modo, também não se trata de uma reunião dos seus poemas completos. O livro resulta da nossa selecção pessoal, democraticamente ponderada, feita a partir dos livros editados em vida, dos dispersos que vieram a lume em revistas literárias e volumes colectivos e dos inéditos que se conservam no espólio que a família mantém. Assinale-se também que, para a escolha e organização dos poemas, nunca perdemos de vista o objectivo de construir um livro inteiramente novo. Ainda assim, tendo acompanhado a sua escrita, achámos por bem respeitar uma constante na composição de todos os seus livros publicados, que foi a divisão em três partes, e orientá-la de uma forma que pudesse aproximar-se de propostas que o próprio deixou esboçadas. [...]»
    da Introdução
  • Querer do corpo, peso (e outros textos)

    Sónia Baptista

     
  • Teatro Escolhido

    José de Almada Negreiros

     O teatro é uma arte total que centra, em Almada Negreiros, as suas muitas artes. As peças aqui reunidas formam um dos auto-retratos mais fiéis de um grande modernista português.
  • Amar é pensar

    Fernando Pessoa

     
  • Tlon: Revista literária independente

    AAVV

     Nº 2
  • Antípoda: casa mãe

    José Rui Teixeira

     

Eventos


  • ...

Destaques

Elefante

Francisco Alvim

 CARNAVAL
Sol
Esta água é um deserto
O mundo, uma fantasia
O mar, de olhos abertos
engolindo-se azul
Qual o real da poesia?

Nem putas nem ladrões

Manuel Córrego

 Os clássicos diziam que o riso é o gume mais certeiro para castigar os costumes. Tragédia hilariante ou fábula da vida real, esta peça é uma sátira poderosa sobre uma sociedade que, lendo as escrituras ao contrário, humilha os humildes e exalta os poderosos. Nesta peça conta-se a história de um pobre pilha-galinhas que atinge as culminâncias do poder e da fortuna quando o director da prisão, farto das constantes detenções, o aconselha a deixar os pequenos delitos para se dedicar aos grandes crimes. Remédio santo, eles e elas não tardam a atingir a categoria de heróis - nem putas nem ladrões.

Os cantos de Maldoror: Poesias I & II

Isidore Ducasse

 Tradução de Manuel de Freitas

O espaço vazio

Peter Brook

O Espaço Vazio é uma referência incontornável para aqueles que acompanham as artes performativas, tendo atingido o estatuto de verdadeiro clássico.
Publicado em 1968, e adaptado a partir de conferências ministradas pelo autor, o livro, cujo tema incide sobre a natureza e o destino do teatro contemporâneo, mantém toda a sua actualidade, caracterizando-se pela fluência e acessibilidade do discurso.
O Espaço Vazio foi o primeiro livro sobre teatro escrito por Peter Brook, que é hoje, incontestavelmente, um dos mais influentes e respeitados encenadores do mundo.