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  • O Medo

    Al Berto

     Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, «O Medo» reúne toda a poesia de Al Berto.

    encosta-te à parede
    deixa o fluxo da dor circular
    por dentro das imagens febris — agarra o feixe
    de cordas de ar — vai
    pelo rastro das etéreas aves — chama-as
    ao jardim imaginado e dá-lhes a beber
    as visões de cinza quente

    chama a noite e lança dentro dela
    a águia dos mares — a flor escura do sangue
    transforma-a em navio rompendo
    a bruma deste inverno sem memória

    deixa o corpo viajar no desalento
    essa fonte do inesgotável canto — melancolia
    que os remédios não curam

    encosta-te à parede
    escuta a inesperada mudez do talento
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • A Moral Anarquista

    Piotr Alexeevich Kropotkine

    Nesta obra, partindo da observação da sociabilidade presente nas diferentes espécies animais e abordando diversas posições filosóficas sobre a moral, o autor debate-se com os problemas que nos conduzem, em última instância, ao confronto com a própria vocação e destino do Homem, oferecendo uma reflexão indispensável para a compreensão das diferentes épocas que marcaram a grande narrativa da história da Humanidade, assim como dos tempos em que vivemos.

    Em A Moral Anarquista, o autor esboça um trajecto onde os grandes problemas e princípios éticos anarquistas são analisados de uma forma clara e precisa, contribuindo para a supressão dos preconceitos que muitas vezes envolvem esta doutrina sociopolítica.

  • Rosas

    Dulce Maria Cardoso

    Repetir. Repetir. Repetir. Repetir.

    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ter sentido.
    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ter sentido.

    Rosas – Dulce Maria Cardoso
  • Mike Tyson para Principiantes - antologia poética

    Rui Costa

     «Esta antologia procura oferecer uma maneira de ler a poesia de Rui Costa, sabendo de antemão que tudo o que pudermos dizer a respeito da sua obra será condicionado por um tom deliberadamente pessoal: afinal, fomos amigos do Rui, companheiros de vida e poesia, e com ele dividimos durante muitos anos os caminhos do lado menos visível das coisas. Por isso, cada um de nós tem os seus pontos de referência nesse mapa de cumplicidades íntimas e as suas antologias pessoais de poemas. [...]

    Esclareça-se desde já que o título Mike Tyson para principiantes nos foi fornecido pelo próprio autor — que o utilizou para uma antologia da sua obra que pretendia ver publicada, a cujas versões tivemos acesso. Embora mantenha o título inspirado pela metáfora do pugilismo, o livro que temos em mãos, substancialmente mais extenso, não é a antologia Mike Tyson para Principiantes que o autor organizou; de qualquer modo, também não se trata de uma reunião dos seus poemas completos. O livro resulta da nossa selecção pessoal, democraticamente ponderada, feita a partir dos livros editados em vida, dos dispersos que vieram a lume em revistas literárias e volumes colectivos e dos inéditos que se conservam no espólio que a família mantém. Assinale-se também que, para a escolha e organização dos poemas, nunca perdemos de vista o objectivo de construir um livro inteiramente novo. Ainda assim, tendo acompanhado a sua escrita, achámos por bem respeitar uma constante na composição de todos os seus livros publicados, que foi a divisão em três partes, e orientá-la de uma forma que pudesse aproximar-se de propostas que o próprio deixou esboçadas. [...]»
    da Introdução
  • Poemas Obsoletos de Um Bicho Imóvel

    Nunes da Rocha

    Nunes da Rocha, Poemas Obsoletos de um Bicho Imóvel, 52 pp.
    (Tiragem Única de 250 exemplares)
    Capa de Bárbara Assis Pacheco.
    Paginação e arranjo gráfico de Pedro Santos.
  • Querer do corpo, peso (e outros textos)

    Sónia Baptista

     
  • O crime de aldeia velha

    Bernardo Santareno

     Em 1934, no Marco de Canavezes, Portugal, uma jovem de uma pequena aldeia é queimada viva para lhe exorcizarem o diabo do corpo. Essa história é verídica e macabra.
    Bernardo Santareno, o maior dramaturgo português da modernidade, construiu em torno dessa história um texto violento e intrigante sobre os preconceitos, medos e paixões dos homens e sobre a maneira como estes o guiam e cegam.

    A história de Joana, a mais bela rapariga da região, desejada por todos os rapazes em idade casadoira e mesmo por aqueles que já não deviam pensar nessas coisas, é a história da inveja e suspeita das mulheres das aldeias. A crença num poder de sedução de inspiração diabólico, os desequilíbrios sociais, a crendice num livro de São Cipriano… Tudo isto é posto a nu pelo autor que, em poucas páginas, cria um texto único a que obriga o leitor/espectador a reflectir sobre o lado mais obscuro da alma humana e os efeitos que deixar-mo-nos por ele dominar podem acarretar em termos de consequências nefastas.
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.
  • As Vozes do Silêncio

    AAVV

     "As vozes do silêncio — um grupo de sem-abrigo à conquista de cidadania" é uma obra singular editada pela APURO — Associação Filantrópica e Cultural. O livro reúne cerca de 80 pessoas, incluindo escritores e fotógrafos de reconhecido mérito e pessoas que já viveram nas ruas. Combina o registo documental, a reportagem e a crónica que dão conta da organização de pessoas com experiência de rua em associações, com poesia, conto, texto dramático, fotografia e ilustração.

    Os textos de Ana Cristina Pereira e do Professor de psicologia Luís Fernandes, servem de linha condutora do livro.


    (imagem: frente e verso do livro)

Eventos


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Destaques

Como se desenha uma casa

Manuel António Pina

Como se Desenha uma Casa é o último livro de poemas inéditos de Manuel António Pina, galardoado com o Prémio Camões 2011.

A este livro foi atribuído, já a título póstumo, o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes.

O regresso

«Como quem, vindo de países distantes fora de
si, chega finalmente aonde sempre esteve
e encontra tudo no seu lugar,
o passado no passado, o presente no presente,
assim chega o viajante à tardia idade
em que se confundem ele e o caminho.
Entra então pela primeira vez na sua casa
e deita-se pela primeira vez na sua cama.
Para trás ficaram portos, ilhas, lembranças,
cidades, estações do ano.
E come agora por fim um pão primeiro
sem o sabor de palavras estrangeiras na boca.»
Manuel António Pina

Apenas - Uma Narrativa

António Pedro

 Poeta, dramaturgo e artista plástico português (1909-1966) nascido em Cabo Verde, António Pedro da Costa pertenceu ao Grupo Surrealista de Londres em 1944-1945, altura em que trabalhou na BBC. Em 1947 integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Os seus primeiros livros de poesia intitulam-se Os Meus 7 Pecados Capitais (1926) e Máquina de Vidro (1931). Em 1935 surgem os 15 Poèmes au Hasard. É ainda autor da ficção Apenas uma Narrativa (1942), obra que marca os alvores do Surrealismo português.

PULLLL - Poesia Contemporânea do Canadá

AAVV

 Este livro pretende ser uma amostra da poesia canadiana de língua inglesa contemporânea, com incidência nos últimos 30 anos. Nascidos entre 1925 e 1966, os treze autores seleccionados são muito diferentes entre si, abrangendo cerca de três gerações. Apesar das notórias diferenças, parece ser possível encontrar alguns pontos de contacto nas suas poéticas individuais. Em todos os autores escolhidos é possível reconhecer uma prática de radical interpelação da linguagem e de abandono de estratégias de significação fossilizadas. Trata-se de um projecto único, tanto enquanto antologia, como de tradução, de «uma poética que puxa a linguagem até ao limite».

A Agonia do Cristianismo

Miguel de Unamuno

 Pascal indignava-se com as pequenas discussões dos jesuítas, dos seus distinguos e das suas mesquinhices. E não são pequenas! A ciência média, o probabilismo, etc., et cetera. Mas precisam de brincar à liberdade. Dizem: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnia charitas. No que é necessário, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade! E para brincar à liberdade aumentam o campo das dúvidas, chamando dúvida àquilo que não o é. Há que ler a Metafísica do padre Suárez, por exemplo, para vermos um homem que se entretém a partir em quatro um cabelo, mas no sentido longitudinal, e fazer depois uma trança com as quatro fibras. Ou quando fazem estudos históricos - aquilo a que eles chamam história, pois não costuma passar de arqueologia -, entretêm-se a contar os pêlos do rabo da Esfinge, para não verem os seus olhos, o seu olhar. Trabalho de embrutecer e embrutecer-se. Quando um jesuíta - pelo menos, repito-vos, se for espanhol -, vos disser que estudou muito, não acrediteis. É como se um deles, porque faz todos os dias 15 quilómetros de percurso dando voltas ao pequeno jardim da sua residência, vos dissesse que viajou muito.