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  • Zun

    Katia Maciel

    Quem me dera poder compor uns “brincos de palavras”, como diz Carlos Drummond no “Poema-orelha” da sua obra reunida em Poemas, de 1959. Mas posso dizer, pelo menos, que minha intenção foi essa quando li e agora escrevo sobre Zum. Se faltou arte para adornar esse Zoo que Katia Maciel compôs com tanta delicadeza e precisão, não faltou deleite em usufruir dele, pisando de leve para não assustar os bichos – da mínima formiga ao máximo elefante – que ela flagrou com a câmara secreta dos seus olhos verdes que, num piscar, surpreendia e se surpreendia, nessa vereda roseana, com o que ia vendo e registrando; não só as imagens, mas os seus significados e sentimentos mesclados, daqueles que nos acompanham, na nossa aventura terrena, sem palavras, mas com sua linguagem multifacetada.
  • Mariana Pineda

    Federico Garcia Lorca

     Mariana Pineda é uma peça de teatro escrita pelo dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca. É baseada na vida de Mariana de Pineda Muñoz, cuja oposição ao republicano Fernando VII de Espanha tinha-se tornado parte do folclore de Granada.
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.
  • Antologia poética

    Alejandra Pizarnik

    Edição bilingue.
    Tradução: Alberto Augusto Miranda
    Selecção de poemas: Albrto Augusto Miranda, António Sá Moura, Carlos Saraiva Pinto

    «não,
    as palavras
    não fazem amoor
    fazem ausência
    Se digo água, beberei?
    Se digo pão, comerei?»
    (excerto de "En esta noche en este mundo")
  • Querer do corpo, peso (e outros textos)

    Sónia Baptista

     
  • Repetir

    Katia Maciel

    Segundo livro de poemas da artista visual e pesquisadora Katia Maciel, publicado em parceria com a editora +2.


    Download gratuito do livro:
    http://editoracircuito.com.br/website/wp-content/uploads/2015/11/Repetir_PDF_Internet.pdf
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • Caneta-Cheque

    Nuno Costa Santos

    Silva o Sentinela está associado ao nascimento do movimento de Slam Poetry em Portugal. A editora Eumeu apresenta o seu primeiro Livro/CD intitulado Caneta-Cheque, um trabalho de escrita, palavra dita, música e vídeo. No CD estão reunidos 10 temas aos quais correspondem 10 vídeos todos eles realizados por António Pinhão Botelho, destacando-se a faixa “Vale do Silêncio”, com a participação de Sam the Kid e Fred.
  • Livro das Imagens 2012 - 2013 - 2014 -2015

    Sei Miguel

    LIVRO DAS IMAGENS 2012 - 2013 - 2014 -2015 de Sei Miguel. Antologia de desenhos do músico lisboeta, com prefácio de Gastão Cruz. Capa impressa em tipografia e offset. Co-edição O Homem do Saco / Marmita de Gigante
  • Uma Vindicação dos Direitos da Mulher

    Mary Wollstonecraft

     Esta obra revolucionária e fundadora do feminismo é um clássico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na França revolucionária, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao «sexo fraco» tomar as rédeas do seu destino e quebrar as cadeias da submissão e ignorância que o prendiam. Trava-se, nestas páginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira dócil do homem. Em cada linha desta resposta a Émile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso à educação e ao trabalho, como condição da emancipação feminina, e a ideia de que, sem liberdade, não há deveres sociais a cumprir. Uma Vindicação dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuará a influenciar gerações de leitores.

Eventos


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Destaques

Morada

Rui Pires Cabral

"ESPLANADA

Já sabemos quantas vezes a realidade
se torna imprestável para ti
e vice-versa.

O sol aquece até ao futuro,
é preciso continuar a meter o coração
pelos atalhos."

«Morada» recolhe, com emendas de maior ou menor importância, todos os livros de poesia publicados pelo autor, à excepção dos volumes de poemas-colagens que apareceram nos anos mais recentes. Inclui ainda «Evasão e Remorso» - um conjunto que não teve edição em livro, se bem que a maioria dos poemas que o compõem tenha já surgido em publicações diversas - e uma secção final com alguns dispersos e inéditos.

POEMAS

Charles Tomlinson

 

Canto geral

Pablo Neruda

 Concebido como um Canto geral do Chile ou, mais precisamente, como "uma obra de contornos épicos" que abarcasse "toda a geografia e história do Chile e as suas repercussões no homem", o projecto, iniciado em 1938, viria a transformar-se, com o tempo (especialmente depois da visita efectuada pelo poeta às ruínas de Machu Picchu, nos Andes peruanos, em 31 de Outubro de 1943), num "Canto geral da América.

Nos Mares do Fim do Mundo

Bernardo Santareno

 Na história da literatura portuguesa do século XX, este livro é um objecto estranho e raro onde a poesia e a realidade cruzam mãos num cenário onde domina a natureza inóspita que realça o elemento humano.
«Nos Mares do Fim do Mundo foi, em grande parte, escrito a bordo do arrastão "David Melgueiro", na primeira campanha de 1957, a primeira também em que eu servi na frota bacalhoeira portuguesa, como médico. Mas depois desta, tomei parte numa segunda, em 1958, agora a bordo do "Senhora do Mar" e do navio-hospital "Gil Eannes", em que assisti sobretudo aos barcos de pesca à linha: Assim pude de facto conhecer, por vezes intimamente, todos os aspectos da vida dos pescadores bacalhoeiros portugueses, em mares da Terra Nova e da Gronelândia, e completar este livro.»

Esgotado há várias décadas, «Nos mares do fim do mundo» é uma obra única da literatura portuguesa do século XX. Esta edição junta os dois textos inéditos encontrados nos blocos de notas em que Bernardo Santareno anotou estas impressões de viagem e várias fotografias também inéditas do autor embarcado que serão incluídas na edição.

«A partida
Enquanto o «David Melgueiro» se afasta, mais e mais de Lisboa,
eu surpreendo-me com as mãos abertas ao vento,
para nele colher um certo olhar negro e patético,
ou um riso estridente e nervoso que queria ser lágrima,
ou aquele dorido inclinar de cabeça silencioso e resignado,
ou aquele beijo enviado por, alguém que me pede uma estrela como testemunho da aventura,
ou a serenidade hirta e requintada de quem, enquanto o navio se distancia, se acusa por não sentir nada (nem magoa, nem saudade) por mim…
Com as minhas longas mãos abertas ao vento…»