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  • Autobiografia do Vermelho

    Aquilino Ribeiro

     AUTOBIOGRAFIA DO VERMELHO, de Anne Carson, numa tradução de João Concha e Ricardo Marques.
    Esta é a primeira edição em português desta obra de Anne Carson, bem como o primeiro livro da autora a ser publicado entre nós.

    “Gerião sentou-se na cama do seu quarto de hotel pensando nas fendas e aberturas da sua vida interior. Pode acontecer que a saída do vulcão esteja bloqueada por um pedregulho, forçando a matéria fluída a escorrer para os lados em fissuras laterais chamadas de lábios de fogo pelos vulcanólogos. Mas Gerião não queria tornar-se numa dessas pessoas que só pensam na sua bagagem de dor. Curvou-se de joelhos sobre o livro.
    Problemas Filosóficos.
    ‘… Nunca saberei como vês o vermelho e nunca saberás como eu o vejo. Mas esta separação da consciência é só reconhecida após uma falha na comunicação, e o nosso primeiro movimento é o de acreditar num ser indivisível entre nós…’
    À medida que Gerião lia ia sentindo algo como toneladas de magma negro emergindo das regiões mais profundas do seu corpo. Voltou a olhar o início da página e recomeçou.
    ‘Negar a existência do vermelho é negar a existência do mistério. A alma que assim o faz irá um dia enlouquecer.’”
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.
  • Nadar na piscina dos pequenos

    Golgona Anghel

     Encontrámos as partes,
    mas ainda não o conjunto.
    Falta-nos esta última força.
    Falta-nos a esperança
    como uma espuma branca que nos proteja e nos una.
    Procuramos esse sustento salutar:
    conviver,
    perseguidos por uma espécie de incontinência verbal.

    Na juventude, começámos com uma boneca de corda,
    a que demos tudo o que tínhamos.
    O fracasso estava, no entanto, treinado
    para receber-nos, com luvas gigantes,
    como se fôssemos bolas de basebol.
    Continuamos calados. À procura. Com fome.
    Não podemos fazer mais.
  • Pão com Fiambre

    Charles Bukowski

    Naquele que é amplamente considerado o melhor de todos os seus romances, Charles Bukowski descreve os longos e amargos anos de uma juventude vivida à margem, através da voz inconfundível de Henry Chinaski, o seu famoso alter-ego.

    Parcialmente autobiográfico, mas absolutamente cómico, trágico e nostálgico Pão com fiambre tornou-se, quase de imediato, um clássico da literatura americana contemporânea.
  • Sei porque canta o pássaro na gaiola

    Maya Angelou

     Grandioso livro de memórias, Sei porque Canta o Pássaro na Gaiola (1969) é uma poética viagem de libertação e um glorioso bater de asas num mundo opressivo.

    Este relato inspirador da infância e da juventude da autora, nos anos 30 e 40, devolve-nos o olhar de uma extraordinária criança sobre a violência inexplicável do mundo dos adultos e a crueldade do racismo, na procura da dignidade em tempos adversos.

    Do Arkansas rural às cidades da Califórnia, Maya Angelou traça neste livro um tocante retrato da comunidade negra dos Estados Unidos, durante a segregação, e de uma consciência que, incapaz de se resignar, desperta rumo à emancipação.

    Um clássico americano que marcou gerações e que conserva toda a sua actualidade.
  • Rosas

    Dulce Maria Cardoso

    Repetir. Repetir. Repetir. Repetir.

    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ter sentido.
    A importância de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    isolado pode muito bem nunca ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ser sentido.
    A banalização de um gesto está sempre na repetição. Um gesto
    repetido pode muito bem já não ter sentido.

    Rosas – Dulce Maria Cardoso
  • Trailer

    Katia Maciel

    Neste belíssimo "Trailer" sobressai uma poesia rica que intercala imaginação, fantasia e memória. Itinerante tal qual seu nome, convida o leitor a viajar por mundos condensados em versos, acompanhado por referências cinematográficas e flashes de cenas vívidas capturadas no momento exacto.
  • Eufeme #5 Outubro/Dezembro 2017

    AAVV

     Esta edição conta com 98 páginas e com a participação dos poetas:

    Alfredo Ferreiro; Ana Horta; António José Queiroz; Domingos da Mota; Edgardo Xavier; Eduardo Bettencourt Pinto; Eduardo Quina; Francisco Cardo; Gilles Fabre*; Gisela Gracias Ramos Rosa; Jack Galmitz*; Jorge Arrimar; Lee Gurga*; m. parissy; Maria F. Roldão; Mila Vidal Paletti; Rui Tinoco; Sónia Oliveira; Zlatka Timenova.

    * traduções de Francisco José Craveiro de Carvalho.
  • Zun

    Katia Maciel

    Quem me dera poder compor uns “brincos de palavras”, como diz Carlos Drummond no “Poema-orelha” da sua obra reunida em Poemas, de 1959. Mas posso dizer, pelo menos, que minha intenção foi essa quando li e agora escrevo sobre Zum. Se faltou arte para adornar esse Zoo que Katia Maciel compôs com tanta delicadeza e precisão, não faltou deleite em usufruir dele, pisando de leve para não assustar os bichos – da mínima formiga ao máximo elefante – que ela flagrou com a câmara secreta dos seus olhos verdes que, num piscar, surpreendia e se surpreendia, nessa vereda roseana, com o que ia vendo e registrando; não só as imagens, mas os seus significados e sentimentos mesclados, daqueles que nos acompanham, na nossa aventura terrena, sem palavras, mas com sua linguagem multifacetada.
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

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Destaques

Sei porque canta o pássaro na gaiola

Maya Angelou

 Grandioso livro de memórias, Sei porque Canta o Pássaro na Gaiola (1969) é uma poética viagem de libertação e um glorioso bater de asas num mundo opressivo.

Este relato inspirador da infância e da juventude da autora, nos anos 30 e 40, devolve-nos o olhar de uma extraordinária criança sobre a violência inexplicável do mundo dos adultos e a crueldade do racismo, na procura da dignidade em tempos adversos.

Do Arkansas rural às cidades da Califórnia, Maya Angelou traça neste livro um tocante retrato da comunidade negra dos Estados Unidos, durante a segregação, e de uma consciência que, incapaz de se resignar, desperta rumo à emancipação.

Um clássico americano que marcou gerações e que conserva toda a sua actualidade.

O Rio

Jez Butterworth

 livrinho de teatro nº 99

Uma peça recente de um autor singular. A estreia em Portugal de um mundo fantasmático, entre o sono e a vigília.

Iluminações

Arthur Rimbaud

 Iluminações - Uma Cerveja no Inferno, é um dos casos especiais em que a poesia caminha por lugares muito elevados. Cesariny encontra, uma vez mais, Rimbaud, numa edição bilingue, a dois tons. A voz já se ouve atravessando o deserto e a floresta para além da Abissínia.

Dobra

Adília Lopes

Poesia reunida 1983-2014Dobra reúne todos os livros de poesia de Adília Lopes. Como consequência, a nova edição que agora se apresenta foi ampliada e passa a incluir toda a obra poética publicada da autora, até maio de 2014. Edição encadernada.