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  • Leopardo E Abstracção

    Tatiana Faia

     
  • Tutano

    AAVV

    Tutano
    Revista de Inéditos de Poesia, Teatro e Todas as Artes
    número zero

    Reúne poesia e textos inéditos de
    Ana Bessa Carvalho
    Ana Paula Inácio
    Ana Luísa Amaral
    André Domingues
    André Tecedeiro
    Francisca Camelo
    José Carlos Soares
    José Manuel Teixeira da Silva
    Kallie Falandays
    Paulo Rema
    Pedro Craveiro
    Rui Azevedo Ribeiro
    Samsara
    Renata Portas
    Ana Rocha
    Jorge Palinhos

    Ilustrações e Fotografia de
    Daniel Flores
    Gonçalo Sério Limpo
    Marco Dias
    Vera Oliveira
    Graça Martins
    Isabel de Sá
  • Par De Olhos

    Inês Morão Dias

    Duas mãos seguram a face
    uma
    foice que se congemina
    conquanto os olhos não supliquem
    uma repetição das noites
    sabáticas da insónia
    foi-se agora com
    uma pastilha
    trincada ao meio
    que supersticiosamente
    trará o sono dos justos
    aqueles que cumprem os rituais
    sempiternos de profanar
    com mais ou menos vocabulário
    os exageros nervosos
    das cabeças em dúvida
  • Lamarim

    Vítor Teves

    "Lamarim começa sob o signo da luz, mas também sob
    o dos Açores, as suas cores, mas também os isolamentos e a
    desigualdade de género que a insularidade impõe, expressos
    no vermelho do sangue e no negro do corvo que surgem nos
    primeiros dois poemas."
    do prefácio
    por Tatiana Faia
  • Mar Subverso

    Rui de Noronha Ozorio

    Hoje
    atesta-me um ar vazio no corpo
    que me deixa dobrado
    ao frio
    sem roupa que me consiga aquecer

    Respiro devagar
    e conformo
    os meus nomes ao destino

    Vou sereno
    e com os olhos vermelhos e arranhados

Eventos


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Destaques

Fecho as cortinas, e espero

Emanuel Jorge Botelho

 

A morte é uma flor

Paul Celan

 "Este último livro de Paul Celan teve, assim, desde logo uma dupla e ambígua destinação, já que os poemas que o integram, tendo sido destinados ao silêncio, ficaram afinal disponíveis para a revelação (poderíamos aplicar aqui o pensamento final do ensaio de Blumenberg: 'Só virtualmente há últimos livros'). Mas nos poemas do espólio de Paul Celan fala um duplo silêncio, ou manifesta-se um duplo silenciamento: o dos poemas retirados (que a publicação arrancou à sombra do silêncio) e o da linguagem que se retira (se rarefaz) para deixar agigantar-se, sem o lastro diluidor do discursivo, a memória dos mortos e a História dos seus assassinos, na nudez e na dureza de uma linguagem nua, no fio da navalha."
*Excerto do posfácio de João Barrento, "Memória e silêncio"

Fragmentos de Píndaro

Friedrich Holderlin

 Entre 1803 e 1805, ao que tudo indica e tanto quanto é possível determinar aproximadamente uma data, Friedrich Hölderlin traduziu e intitulou nove fragmentos de Píndaro, juntando a cada uma das peças um comentário em prosa. Estes textos, conhecidos como os Fragmentos de Píndaro — em algumas edições designados também por «comentários» ou «anotações» — são considerados não apenas como o último trabalho do longo percurso de Hölderlin como tradutor, mas muitas vezes também como a sua última «obra», intencional ou sistemática, antes do início do segundo período da sua vida em Tübingen, que se estende de 1806 a 1843. Pela concisão cortante da sua forma e pela força da reflexão lapidar que contêm, os Fragmentos de Píndaro constituem um objecto insólito e propriamente inclassificável no conjunto de tudo o que Hölderlin escreveu. Mas representam também um ponto culminante no seu confronto com a questão obsessiva e fundamental da relação do poeta moderno com a sombra, tão insuperável quanto incontornável, da Antiguidade.

Mário de Sá-Carneiro - Obra essencial

Mário de Sá-Carneiro