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Novidades

  • A Moral Anarquista

    Piotr Alexeevich Kropotkine

    Nesta obra, partindo da observação da sociabilidade presente nas diferentes espécies animais e abordando diversas posições filosóficas sobre a moral, o autor debate-se com os problemas que nos conduzem, em última instância, ao confronto com a própria vocação e destino do Homem, oferecendo uma reflexão indispensável para a compreensão das diferentes épocas que marcaram a grande narrativa da história da Humanidade, assim como dos tempos em que vivemos.

    Em A Moral Anarquista, o autor esboça um trajecto onde os grandes problemas e princípios éticos anarquistas são analisados de uma forma clara e precisa, contribuindo para a supressão dos preconceitos que muitas vezes envolvem esta doutrina sociopolítica.

  • Performance na Esfera Pública

    AAVV

     Pode a performance arte hoje participar, construir e recriar o espaço público? Como podem os mundos criados pela performance reconfigurar as possibilidades políticas, éticas e estéticas do encontro com o outro, de acção no mundo e da relação entre a esfera privada e pública?

    Estas são as questões de fundo que norteiam os 11 ensaios e as 9 páginas de artistas reunidos neste volume, publicado por ocasião do centenário da conferência futurista de Almada Negreiros, marco inaugural de uma possível história da performance portuguesa.

    Inclui contributos de Claire Bishop, Peggy Phelan, Bojana Cvejic e Ana Vujanovic, Eleonora Fabião, Christof Migone, Guillermo GómezPeña, Ana Bigotte Vieira, Sandra Guerreiro Dias, Ana Borralho e João Galante, entre outros.
  • Poesias completas & dispersos

    Alexandre O'Neill

     A nova edição da obra poética de Alexandre O’Neill na Assírio & Alvim, organizada e posfaciada por Maria Antónia Oliveira e revista por Luis Manuel Gaspar, adopta o título «Poesias Completas & Dispersos» e reúne num só volume dois livros do autor. Como nos explica a organizadora na Nota à presente edição, «Um deles, "Poesias Completas", aquele que enforma e dá o tom a esta edição, foi publicado em vida do escritor, na Imprensa Nacional, aumentado duas vezes pelo próprio com os livros "As Horas já de Números Vestidas" (1981) e "Dezanove Poemas "(1983). Em 1986, ano da morte, surgiu nova edição que incluía "O Princípio de Utopia, O Princípio de Realidade Seguidos de Ana Brites, Balada tão ao Gosto Popular Português & Vários Outros" Poemas (1986, Moraes, colecção Círculo de Poesia). O outro livro, "Anos 70. Poemas Dispersos" (Assírio & Alvim), veio a lume em 2005 e resultou da minha pesquisa para a biografia do escritor. Além destes dois livros, incluem-se nesta edição quarenta e dois textos dispersos em jornais, revistas, discos e catálogos de arte. Foram localizados sete inéditos em espólios.»
  • Nadar na piscina dos pequenos

    Golgona Anghel

     Encontrámos as partes,
    mas ainda não o conjunto.
    Falta-nos esta última força.
    Falta-nos a esperança
    como uma espuma branca que nos proteja e nos una.
    Procuramos esse sustento salutar:
    conviver,
    perseguidos por uma espécie de incontinência verbal.

    Na juventude, começámos com uma boneca de corda,
    a que demos tudo o que tínhamos.
    O fracasso estava, no entanto, treinado
    para receber-nos, com luvas gigantes,
    como se fôssemos bolas de basebol.
    Continuamos calados. À procura. Com fome.
    Não podemos fazer mais.
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • Problemas de Género

    Judith Butler

     Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos.
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • Eufeme #5 Outubro/Dezembro 2017

    AAVV

     Esta edição conta com 98 páginas e com a participação dos poetas:

    Alfredo Ferreiro; Ana Horta; António José Queiroz; Domingos da Mota; Edgardo Xavier; Eduardo Bettencourt Pinto; Eduardo Quina; Francisco Cardo; Gilles Fabre*; Gisela Gracias Ramos Rosa; Jack Galmitz*; Jorge Arrimar; Lee Gurga*; m. parissy; Maria F. Roldão; Mila Vidal Paletti; Rui Tinoco; Sónia Oliveira; Zlatka Timenova.

    * traduções de Francisco José Craveiro de Carvalho.
  • Antologia poética

    Alejandra Pizarnik

    Edição bilingue.
    Tradução: Alberto Augusto Miranda
    Selecção de poemas: Albrto Augusto Miranda, António Sá Moura, Carlos Saraiva Pinto

    «não,
    as palavras
    não fazem amoor
    fazem ausência
    Se digo água, beberei?
    Se digo pão, comerei?»
    (excerto de "En esta noche en este mundo")
  • Autobiografia do Vermelho

    Aquilino Ribeiro

     AUTOBIOGRAFIA DO VERMELHO, de Anne Carson, numa tradução de João Concha e Ricardo Marques.
    Esta é a primeira edição em português desta obra de Anne Carson, bem como o primeiro livro da autora a ser publicado entre nós.

    “Gerião sentou-se na cama do seu quarto de hotel pensando nas fendas e aberturas da sua vida interior. Pode acontecer que a saída do vulcão esteja bloqueada por um pedregulho, forçando a matéria fluída a escorrer para os lados em fissuras laterais chamadas de lábios de fogo pelos vulcanólogos. Mas Gerião não queria tornar-se numa dessas pessoas que só pensam na sua bagagem de dor. Curvou-se de joelhos sobre o livro.
    Problemas Filosóficos.
    ‘… Nunca saberei como vês o vermelho e nunca saberás como eu o vejo. Mas esta separação da consciência é só reconhecida após uma falha na comunicação, e o nosso primeiro movimento é o de acreditar num ser indivisível entre nós…’
    À medida que Gerião lia ia sentindo algo como toneladas de magma negro emergindo das regiões mais profundas do seu corpo. Voltou a olhar o início da página e recomeçou.
    ‘Negar a existência do vermelho é negar a existência do mistério. A alma que assim o faz irá um dia enlouquecer.’”

Eventos


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Destaques

Terceira residência (1935-1945)

Pablo Neruda

 Em meados da década de 1930, Pablo Neruda viveu em Barcelona e Madrid, trabalhando como diplomata. A Guerra Civil Espanhola e o assassinato do escritor Federico García Lorca, que Neruda conhecia, afectaram-no profundamente. É nesse período que surge a parte IV de "Terceira Residência" chamada "Espanha no coração". Os demais poemas que compõem o livro foram escritos até 1945 e revelam a tensão gerada pela Segunda Guerra Mundial.
"Terceira Residência" teve a sua primeira publicação em 1947, altura em que Neruda já tinha regressado ao Chile, tornando-se o livro mais apaixonado e violento do poeta, versando sobre o sangue vertido e a liberdade dos povos, e preparando terreno para o surgimento de "Canto Geral", uma das suas obras mais importantes.

Moema

Antonio Machado

 A personagem central de Moema, obra de estreia, não é Moema - aliás, a índia Moema é "apenas" aquela mulher fantástica com que todos os portugueses sonham quando vão, sem as mulheres, ao Brasil -, mas sim o "Sr. Reis", um nostálgico evocador sentimental-transatlântico. Mas o livro fala-nos de "mudanças de ilusão". De uma boleia dada a uma espanhola: "Descalçou um sapato e resguardou o pé debaixo do côncavo das nádegas." De Irene: "Eu nunca te fui infiel." De Flô, a brasileirita descarada: "Fiquei todo o sábado lhe esperando." Transtornar a vida de muita gente. Palavra-chave. "Nunca mais tentaste encontrar essa mulher, a tal Moema, apesar desse choque que sentiste a primeira vez? Amas essa mulher, quero dizer, esse fantasma?"

Vou lá visitar pastores

Ruy Duarte de Carvalho

Vou lá visitar pastores é uma exploração epistolar sobre as digressões do antropólogo pelo território kuvale. O dispositivo literário adoptado consiste na transcrição de um conjunto de cassetes em que o narrador relata as suas anotações de campanha, tecendo reflexões críticas e ensaísticas sobre as terras, as gentes e os costumes desse Outro, os kuvale.

Turismo de Guerra

Tiago Patrício