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Poesia Portuguesa » Feminina

Prefloração

Catarina Nunes de Almeida


A autora nasceu em Lisboa em 1982.
Prémio Daniel Faria 2006. Nesse mesmo ano recebeu o Prémio Internacional de Poesia Castello di Duino, em Trieste, Itália.

Hoje entardeci mais despida do que antigamente.
Não sei se pelos bosques tão devastados
se pelas bagas que colheste do meu dorso.

À tua sombra todos os amores são silvestres,
só as amoras são frutos impossíveis.

botao
10.60€

A metamorfose das plantas dos pés

Catarina Nunes de Almeida

2º livro de poesia da autora.

O mar escorrega pelo divã:
são enormes as cabeças deste prado azul -
cada flor tem uma criança a engolir.
Nenhuma noite se fecha.
Nenhuma harpa interrompe a morte.

Queima o sal
como o silêncio.

botao
12.12€

Amor no feminino

Manuela Amaral

Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues. Ilustrado por Purificação Fontes.
A selecção dos poemas que constituem este livro teve por objectivo ressaltar a predominância do amor sáfico na obra da autora.

Mulher secreta
direita ao meu encontro

Meu espasmo de infinito

Meu canto
quase grito

Mulher só-minha
inventada em espanto.

botao
11.11€

Esta coisa quase vida

Manuela Amaral

Capa de Júlio Henriques sobre fotografia de Christa Koop.

Esta coisa quase-vida
que me impede de viver

Esta coisa quase-amor
que me impede de te amar

Esta coisa quase-morte
que me impede de morrer.
 

botao
8.08€

A arte de ser tigre

Ana Luísa Amaral

Capa de Rogério Petinga sobre quadro de Júlio Pomar.

Nasceu em Lisboa em 1956. É doutorada em Literatura norte-americana com uma tese sobre Emily Dickinson e lecciona Literatura inglesa e americana no Departamento de Estudos anglo-americanos na Faculdade de Letras do Porto.
Está traduzida para várias línguas como o castelhano, inglês, francês, alemão, holandês, russo, húngaro, búlgaro, romeno e croata.

Entre morrente
e garras como flechas,
hesita-se de espanto:

sem saber da razão
de renascer

Que o azul lhe foi todo,
e estrelas largas,
e um bolso cheio de amor
pela clareira

Agora:
só savana
em estado liso:


 

botao
13.13€

Imagias

Ana Luísa Amaral

Capa de Rogério Petinga sobre "Anjo ainda feminino" de Paul Klee.

Nasceu em Lisboa em 1956. Ensina Literatura inglesa no Departamento de Estudos anglo-americanos da Faculdade de Letras do Porto. É doutorada em Literatura norte-americana com uma tese sobre Emily Dickinson. Representada em várias antologias portuguesas e estrangeiras e está traduzida para várias línguas.

Um toque leve,
e eu perder-me-ei
- pelas planícies todas do azul,
pelos campos mais longos
que quiseres,
em direcção a leste, a norte,
a sul

Um toque tão macio de rouxinol
que a tortura se apague,
um nome se incendeie
junto ao chão
e expluda com a tarde

Desliza-me na pele
o fio incandescente dos teus dedos,
que eu entrarei de frente
pelo sol,
e arderei no sol,
sem medo -
 

botao
10.10€