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Novidades

  • As Ruínas São Lobos Que Choram

    Sérgio Ninguém

    O n.º 2 da colecção "Eufeme Poesia" é assinada por Sérgio Ninguém. "As Ruínas São Lobos Que Choram" é um lançamento exclusivo da Poetria.

    Já disponível
  • A céu aberto

    Paulo da Costa Domingos

     
  • O Medo

    Al Berto

     Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, «O Medo» reúne toda a poesia de Al Berto.

    encosta-te à parede
    deixa o fluxo da dor circular
    por dentro das imagens febris — agarra o feixe
    de cordas de ar — vai
    pelo rastro das etéreas aves — chama-as
    ao jardim imaginado e dá-lhes a beber
    as visões de cinza quente

    chama a noite e lança dentro dela
    a águia dos mares — a flor escura do sangue
    transforma-a em navio rompendo
    a bruma deste inverno sem memória

    deixa o corpo viajar no desalento
    essa fonte do inesgotável canto — melancolia
    que os remédios não curam

    encosta-te à parede
    escuta a inesperada mudez do talento
  • Uma Vindicação dos Direitos da Mulher

    Mary Wollstonecraft

     Esta obra revolucionária e fundadora do feminismo é um clássico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na França revolucionária, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao «sexo fraco» tomar as rédeas do seu destino e quebrar as cadeias da submissão e ignorância que o prendiam. Trava-se, nestas páginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira dócil do homem. Em cada linha desta resposta a Émile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso à educação e ao trabalho, como condição da emancipação feminina, e a ideia de que, sem liberdade, não há deveres sociais a cumprir. Uma Vindicação dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuará a influenciar gerações de leitores.
  • Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos

    Simone Weil

     Um pouco por todo o lado, a operação de tomar partido, de tomar posição pró ou contra, substituiu a operação do pensamento. Estamos perante uma lepra que teve origem nos meios políticos e que se estendeu à quase totalidade do pensamento. É duvidoso que se consiga remediar essa lepra se não começarmos pela supressão dos partidos.

    Nesta brevíssima Nota sobre a Supressão Geral dos Partidos Políticos (escrita entre 1942 e 1943), Simone Weil vai bem além da mera provocação. Expondo as dinâmicas de poder e hierarquia que nascem no chamado espírito de partido, e assistindo ao triunfo generalizado da opinião sobre a verdade e às consequências do seguidismo e da propaganda em várias áreas da vida pública - do jornalismo à educação, das artes à religião -, Weil proclama que a verdadeira política, aquela que persegue o bem comum, só poderá existir quando os partidos saírem do caminho.

    Esta noção de que «um partido é uma pequena igreja profana armada com a ameaça de excomunhão», oficialmente constituído para «matar nas almas o sentido da verdade e da justiça», arrasa as fundações em que assenta o nosso sistema político. Mas ressoa ainda hoje nos escombros das ilusões por ele fabricadas - abrindo brechas de pensamento individual, livre, a salvo de paixões colectivas.
  • Poemas Obsoletos de Um Bicho Imóvel

    Nunes da Rocha

    Nunes da Rocha, Poemas Obsoletos de um Bicho Imóvel, 52 pp.
    (Tiragem Única de 250 exemplares)
    Capa de Bárbara Assis Pacheco.
    Paginação e arranjo gráfico de Pedro Santos.
  • Nadar na piscina dos pequenos

    Golgona Anghel

     Encontrámos as partes,
    mas ainda não o conjunto.
    Falta-nos esta última força.
    Falta-nos a esperança
    como uma espuma branca que nos proteja e nos una.
    Procuramos esse sustento salutar:
    conviver,
    perseguidos por uma espécie de incontinência verbal.

    Na juventude, começámos com uma boneca de corda,
    a que demos tudo o que tínhamos.
    O fracasso estava, no entanto, treinado
    para receber-nos, com luvas gigantes,
    como se fôssemos bolas de basebol.
    Continuamos calados. À procura. Com fome.
    Não podemos fazer mais.
  • A Porta e Outras Ficções

    Fernando Pessoa

     Esta nova edição das ficções pessoanas continua o trabalho de recolha e divulgação das edições anteriores. Estão aqui reunidas nove ficções de Fernando Pessoa, quatro das quais inéditas, tendo as outras sido objecto de novas leituras e organização.

    A edição inclui duas tentativas de romance, as únicas na obra de Pessoa: Reacção, passado no final da monarquia, época de grandes conspirações, e Marcos Alves, as confissões de uma alma possuída pela «agoniada tristeza de não ter feito nada».

    Os outros contos que formam este volume representam várias fases da vida criativa do autor, com especial incidência nos seus primeiros anos.
  • Amar é pensar

    Fernando Pessoa

     
  • Pão com Fiambre

    Charles Bukowski

    Naquele que é amplamente considerado o melhor de todos os seus romances, Charles Bukowski descreve os longos e amargos anos de uma juventude vivida à margem, através da voz inconfundível de Henry Chinaski, o seu famoso alter-ego.

    Parcialmente autobiográfico, mas absolutamente cómico, trágico e nostálgico Pão com fiambre tornou-se, quase de imediato, um clássico da literatura americana contemporânea.

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Destaques

Poesia

Daniel Faria

O presente volume reúne toda a poesia de Daniel Faria e dá a conhecer ao público, pela primeira vez, treze poemas inéditos. A edição é de Vera Vouga, professora do poeta que acompanhou os seus primeiros passos literários. Este livro integra o Plano Nacional de Leitura: Ensino Secundário - sugestões para leitura autónoma.

Antologia poética

Jacques Brel

 

Moema

Antonio Machado

 A personagem central de Moema, obra de estreia, não é Moema - aliás, a índia Moema é "apenas" aquela mulher fantástica com que todos os portugueses sonham quando vão, sem as mulheres, ao Brasil -, mas sim o "Sr. Reis", um nostálgico evocador sentimental-transatlântico. Mas o livro fala-nos de "mudanças de ilusão". De uma boleia dada a uma espanhola: "Descalçou um sapato e resguardou o pé debaixo do côncavo das nádegas." De Irene: "Eu nunca te fui infiel." De Flô, a brasileirita descarada: "Fiquei todo o sábado lhe esperando." Transtornar a vida de muita gente. Palavra-chave. "Nunca mais tentaste encontrar essa mulher, a tal Moema, apesar desse choque que sentiste a primeira vez? Amas essa mulher, quero dizer, esse fantasma?"

Poesis

Elisabeth Oliveira

 Livro + CD 

Poesis de Elizabeth Oliveira 

Talvez não fosse verdade
Aquilo tudo que diziam
Quando, ainda menina
Juravam e prometiam
Que ao tornar-me grande
Eu decidiria.
(...)
Não cheguei a ter o mundo na minha palma,
Nem a vida, nem o futuro, nem a minha alma.