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Novidades

  • Mariana Pineda

    Federico Garcia Lorca

     Mariana Pineda é uma peça de teatro escrita pelo dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca. É baseada na vida de Mariana de Pineda Muñoz, cuja oposição ao republicano Fernando VII de Espanha tinha-se tornado parte do folclore de Granada.
  • A Porta e Outras Ficções

    Fernando Pessoa

     Esta nova edição das ficções pessoanas continua o trabalho de recolha e divulgação das edições anteriores. Estão aqui reunidas nove ficções de Fernando Pessoa, quatro das quais inéditas, tendo as outras sido objecto de novas leituras e organização.

    A edição inclui duas tentativas de romance, as únicas na obra de Pessoa: Reacção, passado no final da monarquia, época de grandes conspirações, e Marcos Alves, as confissões de uma alma possuída pela «agoniada tristeza de não ter feito nada».

    Os outros contos que formam este volume representam várias fases da vida criativa do autor, com especial incidência nos seus primeiros anos.
  • O inferno

    Bernardo Santareno

     CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro... O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio... Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal... Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • As Vozes do Silêncio

    AAVV

     "As vozes do silêncio — um grupo de sem-abrigo à conquista de cidadania" é uma obra singular editada pela APURO — Associação Filantrópica e Cultural. O livro reúne cerca de 80 pessoas, incluindo escritores e fotógrafos de reconhecido mérito e pessoas que já viveram nas ruas. Combina o registo documental, a reportagem e a crónica que dão conta da organização de pessoas com experiência de rua em associações, com poesia, conto, texto dramático, fotografia e ilustração.

    Os textos de Ana Cristina Pereira e do Professor de psicologia Luís Fernandes, servem de linha condutora do livro.


    (imagem: frente e verso do livro)
  • Cento e Onze Discos Portugueses A Música na Rádio Pública

    AAVV

     Este livro é resultado de uma iniciativa da Antena 3 para comemorar os oitenta anos da rádio pública em Portugal.
    Inicialmente pensado como antologia de discos simbólicos para a Rádio Portuguesa, transformou-se num projecto mais ambicioso, uma verdadeira antologia de discos fundamentais para contar a história da música portuguesa e, em paralelo, a da rádio pública no nosso país.

    Para dar sentido e consistência ao projeto, os organizadores convidaram investigadores, jornalistas, críticos, divulgadores e melómanos ligados ao universo radiofónico a fazer as suas escolhas e a defender os seus argumentos, daí resultando um apanhado da mais significativa música gravada e editada em Portugal da autoria de pessoas com papel determinante na divulgação de música no nosso país.

    Textos de:

    Adelino Gomes Álvaro Costa Ana Cristina Ferrão Ana Markl Ana Sofia Carvalheda André Cunha Leal António Freitas António Macedo Armando Carvalheda David Ferreira Edgar Canelas Fernando Alvim Henrique Amaro Inês Meneses Isilda Sanches Jaime Fernandes João Almeida João Carlos Callixto João David Nunes João Gobern João Lopes Joaquim Paulo José Duarte José Mariño Júlio Isidro Luís Filipe Barros Luís Montez Luís Oliveira Luís Pinheiro de Almeida Maria João Serra Mário Lopes Miguel Esteves Cardoso Nuno Artur Silva Nuno Calado Nuno Galopim Nuno Markl Nuno Reis Pedro Gonçalves Pedro Castelo Pedro Félix Pedro Ramos Ricardo Alexandre Ricardo Saló Ruben de Carvalho Rui Estêvão Rui Miguel Abreu Rui Pêgo Rui Portulez Tiago Pereira Viriato Teles Zé Pedro
  • Teatro Escolhido

    José de Almada Negreiros

     O teatro é uma arte total que centra, em Almada Negreiros, as suas muitas artes. As peças aqui reunidas formam um dos auto-retratos mais fiéis de um grande modernista português.
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • As Ruínas São Lobos Que Choram

    Sérgio Ninguém

    O n.º 2 da colecção "Eufeme Poesia" é assinada por Sérgio Ninguém. "As Ruínas São Lobos Que Choram" é um lançamento exclusivo da Poetria.

    Já disponível
  • Saudação a Walt Whitman / Canto de Mim Mesmo

    Álvaro de Campos, Walt Whitman

    Um novo livro amarelo, do maior especialista contemporâneo de Fernando Pessoa, Jerónimo Pizarro.
    Este é o encontro de dois grandes poetas, Fernando Pessoa, ou o seu heterónimo, Álvaro de Campos, e Walt Whitman.
    Disse Harold Bloom que Pessoa era o maior herdeiro português de Whitman.
    Pessoa não desmente essa filiação. Jerónimo Pizarro, mestre-de-cerimónias do encontro de Campos e Whitman, recorda-nos uma declaração pessoana: «O heterónimo de monóculo sente-se um Whitman "em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer!

    EXCERTOS
    Este é o encontro de dois grandes poetas, Fernando Pessoa, ou o seu heterónimo, Álvaro de Campos, e Walt Whitman. Disse Harold Bloom que Pessoa era o maior herdeiro português de WHITMAN. Pessoa não desmente essa filiação. Jerónimo Pizarro, mestre-de-cerimónias do encontro de Campos e Whitman, recorda-nos uma declaração pessoana: «O heterónimo de monóculo sente-se um Whitman “em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer”.»
    PESSOA nunca negou a influência de Whitman e, como se diz na apresentação, «toda a sua produção de 1914-1916, e não só, torna-se-nos mais compreensível se a aproximarmos de Whitman». Os dois admiráveis poemas, que aqui se juntam, reforçam essa comunhão poética. Este livro, escreve JERÓNIMO PIZARRO, «vem precisamente convidar-nos a uma leitura dupla, permitindo, neste caso, revisitar Whitman para reler Pessoa, ou, COMO SUGERIA JORGE LUIS BORGES, LER O SEGUNDO PARA AFINAR E DESVIAR SENSIVELMENTE A LEITURA DO PRIMEIRO, até porque Pessoa leu e sublinhou Song of Myself antes e depois de escrever a Saudação a Walt Whitman.»
    APRESENTAÇÃO JERÓNIMO PIZARRO
  • Escrito no Vento - Paroles de Vent

    Zlatka Timenova, Casimiro de Brito

     O livro “Escrito no Vento/Paroles de Vent” (Renku) de Zlatk Timenova e Casimiro de Brito já está disponível, sendo uma edição bilingue Português/Francês e o primeiro de uma nova colecção de Poesia da Eufeme.

    O poema a duas vozes que oferecemos hoje é uma forma poética usada no Japão desde o século XIV, intitulada de início Renku (連얌) ou haikai no renga (母諧ㅞ連멱). É cantada por dois poetas, sob a forma de haiku, num “duelo” poético extremamente vivo e tão original quanto possível. Forma essa que Casimiro de Brito já praticou duas vezes: a primeira com o grande poeta Bashô, respondendo com poemas seus aos poemas do Mestre, sem o Mestre saber, pois viveu entre 1644 e 1694. Esse poema, composto por 110 haiku, foi publicado em Faro, numa edição raríssima, em 2001. O outro renku (“Através do Ar”) foi escrito com o poeta japonês Ban’ Ya Natsuishi, em quatro línguas (português, japonês, inglês e francês) e foi editado em Tokyo em 2007.
    O livro Escrito no vento/Paroles de vent, que a Editora Eufeme oferece aos seus leitores, é um novo “duelo/diálogo”. Os dois protagonistas são Casimiro de Brito e Zlatka Timenova e as figuras deste poema-duelo são realizadas em francês e português, com as respectivas traduções pelos próprios poetas.

Eventos


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Destaques

Vem à quinta feira

Filipa Leal

 No seu mais recente livro de poesia Filipa Leal fala-nos, com uma voz muito própria, de problemas e sobressaltos, dos dramas da sua geração mas também dos tumultos por que passaram as anteriores. «Havemos de ir ao futuro e, no futuro, estará finalmente tudo como dantes.» Desfia memórias e cartografa emoções, porque afinal «[…] buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão.»

Uma Vindicação dos Direitos da Mulher

Mary Wollstonecraft

 Esta obra revolucionária e fundadora do feminismo é um clássico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na França revolucionária, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao «sexo fraco» tomar as rédeas do seu destino e quebrar as cadeias da submissão e ignorância que o prendiam. Trava-se, nestas páginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira dócil do homem. Em cada linha desta resposta a Émile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso à educação e ao trabalho, como condição da emancipação feminina, e a ideia de que, sem liberdade, não há deveres sociais a cumprir. Uma Vindicação dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuará a influenciar gerações de leitores.

As veias abertas da América Latina

Eduardo Galeano

 Banido por ditaduras sul-americanas, As Veias Abertas (1971) é o relato implacável de cinco séculos de pilhagem de um promissor continente pela Europa e pelos EUA, e uma obra essencial sobre a exploração do homem pelo homem.

Esta contra-história notável de um continente exangue, fundindo crónica e relato, dados económicos e sociais, devolve-nos o olhar dos vencidos e traça as injustiças e o saque constante operado pelo estrangeiro, desde a chegada dos primeiros conquistadores até à ocupação pelas multinacionais norte-americanas.

Inspirou e continuará a inspirar gerações de activistas em todo o mundo.

Almas Mortas

Nikolai Gógol

 "'Almas Mortas' e 'O Inspetor Geral', de Gógol, constituíram dois marcos extraordinários na história da literatura russa. Ali, até o início do século XIX, as obras formadoras e dominantes da língua haviam sido as do poema e da épica, sobretudo as de Lomonossov e as de Púschkin. Com Gógol, a prosa adquiriu o status de arte e a realidade do país revelou-se, com o espanto de muitos, para além de sua aparente leveza de burla, um retrato amargo, impiedoso e grotesco da sociedade. Por isso mesmo, a idéia central do romance, sugerida por Púschkin após a leitura de uma nota jornalística, permitiu a Gógol pintar brilhantemente uma enorme variedade de personagens, cuja força reside em seu poder de caracterização do universal pelo específico, o que levou Púschkin a dizer, apesar de toda comicidade ali destilada: "eu não ri, chorei; Deus, como é triste a nossa Rússia". Assim, a denominação "almas mortas" constitui não apenas a metáfora de um golpe ou de uma prática ardilosa no regime czarista, mas ainda uma expressão de até onde pode ir o decaimento do espírito humano, a contradição em que ele pode entrar com todo o padrão ético e fundamento religioso da existência. Este duplo retrato é o que certamente torna perene a obra, o riso "gogoliano" que, até hoje, chega ao leitor, não só em sua textualidade autoral, como no rastro que deixou na literatura de Turguêniev, Dostoiévski, Bábel, na poesia e no teatro, o que representa, sem dúvida, o signo maior da visão e da força de linguagem deste escritor russo-ucraniano." - N. Cunha e J. Guinsburg