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Novidades

  • Persianas

    Miguel Manso

    «Persianas é um jogo de Tetris onde as palavras encaixam em surpresas sintácticas, arcaísmos, gracejos, piruetas, apóstrofes e auto-ironias. Joga-se a questão da casa, da insignificação do quotidiano e da domesticidade, do silêncio das coisas: vasos, gira-discos, sofás, cortinados, telefonias, bules, móveis do Ikea, aquários, termostatos, cinzeiros, lâmpadas, cómodas, guarda-fatos, frigoríficos. Essa ausência de enredo identifica o instante com a eternidade; desvenda pormenores esquecidos, enigmas cósmicos, formas efémeras; e convida a uma aceitação quase-adulta, em volta de roseiras e pomares, de gatos, dos amigos e da amada. Joga-se depois com uma ideia de arqueologia humana, de antiguidade do presente, ou de um passado presentificado em clarões, com clamores estivais e odes familiares. E joga-se ainda o diálogo com as artes plásticas, que Manso estudou brevemente, e que vigiou literalmente, trabalhando em museus. Acontece assim o jogo dos encontros: com Júlio Pomar ou João Miguel Fernandes Jorge, com o livro Pictures from Brueghel, de William Carlos Williams, com a Bíblia ou o Tarô. E com o entusiasmo jazzístico de Matisse.»
    Pedro Mexia

  • O segundo olhar

    Inês Lourenço

     
  • Sombras mortas entre os dedos

    Eduardo Quina

     
  • Vem à quinta feira

    Filipa Leal

     
  • Rosto Precário

    Eugénio de Andrade

    «[…] O desvelamento da natureza e do valor de todos estes encontros, a que poderiam ainda juntar-se os encontros plásticos e sobretudo os musicais, reveste-se de particular importância ao longo dos textos que compõem Rosto Precário, porque é justamente nesta composição e recomposição de vozes vindas das tradições literária e filosófica […] que se vai desenhando e descobrindo esse rosto próprio que, na origem, se quer precário na medida em que o pseudónimo do autor desempenha uma função de ocultação que visa suscitar um contraponto com o desnudamento que a poesia pressupõe. Isto porque, para Eugénio, antibiografista e fingidor, o poeta "nega onde outros afirmam, desoculta o que outros escondem", e é nesta medida que a escrita representa "uma forma de encontro com o próprio rosto". Ecce Poeta, parece dizer cada texto. Eis o Poeta: fiel ao Homem, à Terra, à Palavra e ao seu Rosto. Nada efémero, nada precário.»

    Joana Matos Frias, no Prefácio a esta edição
  • Poesia reunida: o pouco que sobrou de quase nada

    Manuel Alberto Valente

     
  • Um pouco acima do lugar onde melhor se escuta o coração

    Andreia C. Faria

    Escrevo com nervo e impaciência
    Com uma lâmina que se sabe
    ela mesma excrescência
  • As quatro estações

    AAVV

     Edição de luxo, grande formato, embalado em papel manteiga.
    Poemas de Jorge de Sena, ugénio de Andrade e textos de Almeida Faria e Virgílio Ferreira
    Reproduções de Ângelo de Sousa, osé Rodrigues, António Cruz e Armando Alves.
  • Fora do mundo

    Vera de Vilhena

     
  • Em torno de camélias, com um porto

    AAVV

    Recolha de poemas, pinturas e desenhos coord. por Manuel Cabral.
    Prefácio de Eduardo Paz Barroso.

Eventos

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    Junho é o mês de Camões, Pessoa e dos sa...
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    Às vezes é preciso dar e receber um murr...

Destaques

Drama nº5

Ed. Pedro Flores, Jorge Palinhos e Daniel Ribas

- revista de cinema e teatro -
Abril 2014

Editorial

Até à viragem do século, a série de televisão era considerada o parente pobre da narrativa audiovisual. A ficção televisiva residia sobretudo em séries de género, em programas formatados de humor, ou em raras obras de cineastas para o pequeno ecrã. (...)
Depois surgiu "Os Sopranos". (...) De um modo inusitado, apresentava personagens ambivalentes, enredos em aberto, e interpretações de fazer inveja aos mais oscarizados. A primeira temporada foi desde logo um êxito e abriu espaço a uma mudança de paradigma.
(...)
Assim, a pouco e pouco, a ficção para televisão abandonou as fórmulas do passado, saiu do conforto do estúdio e da filosofia "catch-all" e começou a explorar novos territórios temáticos e dramatúrgicos.
(...)
Num período em que o cinema de Hollywood se tornou refém das pipocas e dos efeitos especiais, em que o cinema europeu surgiu por vezes hermético e conceptual, e em que o cinema de outras paragens - como a Ásia e a América do Sul - teve ainda dificuldades de distribuição, foi a ficção televisiva que melhor refletiu o nosso tempo e colmatou essa perpétua necessidade humana de histórias.

Neste contexto, decidimos dedicar o novo número da revista à ficção para televisão. Recolhemos depoimentos, textos panorâmicos e análises críticas a algumas das séries mais relevantes. Entrevistámos Eduardo Cintra Torres e os criadores de "Odisseia" (Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington e Tiago Guedes), de "Pai à Força" (Pedro Lopes) e da versão original de "Homeland" (Gideon Raff). Finalmente, realizámos um inquérito a 28 argumentistas portugueses que resultou num top das melhores séries nacionais e internacionais de sempre. Por tudo isto - e pelas rubricas fora-do-tema - acreditamos que vale a pena ler este número da Drama.

Poesia Grega de Álcman a Teócrito

AAVV

organização, tradução e notas: Frederico Lourenço

Poemas de Ruy Belo, ditos por Luís Miguel Cintra

Ruy Belo

(este livro contém dois CDs com 135')

Devagar

Howard Barker

Edição com o apoio: Associação Cultural "As Boas Raparigas"