Início
 Revistas 
Livros Usados


Novidades

  • A céu aberto

    Paulo da Costa Domingos

     
  • O Medo

    Al Berto

     Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, «O Medo» reúne toda a poesia de Al Berto.

    encosta-te à parede
    deixa o fluxo da dor circular
    por dentro das imagens febris — agarra o feixe
    de cordas de ar — vai
    pelo rastro das etéreas aves — chama-as
    ao jardim imaginado e dá-lhes a beber
    as visões de cinza quente

    chama a noite e lança dentro dela
    a águia dos mares — a flor escura do sangue
    transforma-a em navio rompendo
    a bruma deste inverno sem memória

    deixa o corpo viajar no desalento
    essa fonte do inesgotável canto — melancolia
    que os remédios não curam

    encosta-te à parede
    escuta a inesperada mudez do talento
  • Cento e Onze Discos Portugueses A Música na Rádio Pública

    AAVV

     Este livro é resultado de uma iniciativa da Antena 3 para comemorar os oitenta anos da rádio pública em Portugal.
    Inicialmente pensado como antologia de discos simbólicos para a Rádio Portuguesa, transformou-se num projecto mais ambicioso, uma verdadeira antologia de discos fundamentais para contar a história da música portuguesa e, em paralelo, a da rádio pública no nosso país.

    Para dar sentido e consistência ao projeto, os organizadores convidaram investigadores, jornalistas, críticos, divulgadores e melómanos ligados ao universo radiofónico a fazer as suas escolhas e a defender os seus argumentos, daí resultando um apanhado da mais significativa música gravada e editada em Portugal da autoria de pessoas com papel determinante na divulgação de música no nosso país.

    Textos de:

    Adelino Gomes Álvaro Costa Ana Cristina Ferrão Ana Markl Ana Sofia Carvalheda André Cunha Leal António Freitas António Macedo Armando Carvalheda David Ferreira Edgar Canelas Fernando Alvim Henrique Amaro Inês Meneses Isilda Sanches Jaime Fernandes João Almeida João Carlos Callixto João David Nunes João Gobern João Lopes Joaquim Paulo José Duarte José Mariño Júlio Isidro Luís Filipe Barros Luís Montez Luís Oliveira Luís Pinheiro de Almeida Maria João Serra Mário Lopes Miguel Esteves Cardoso Nuno Artur Silva Nuno Calado Nuno Galopim Nuno Markl Nuno Reis Pedro Gonçalves Pedro Castelo Pedro Félix Pedro Ramos Ricardo Alexandre Ricardo Saló Ruben de Carvalho Rui Estêvão Rui Miguel Abreu Rui Pêgo Rui Portulez Tiago Pereira Viriato Teles Zé Pedro
  • Gerador #16

    Dir. Pedro Saavedra

     Revista Gerador #16 
    subordinada ao tema: Amigo Secreto
  • Mike Tyson para Principiantes - antologia poética

    Rui Costa

     «Esta antologia procura oferecer uma maneira de ler a poesia de Rui Costa, sabendo de antemão que tudo o que pudermos dizer a respeito da sua obra será condicionado por um tom deliberadamente pessoal: afinal, fomos amigos do Rui, companheiros de vida e poesia, e com ele dividimos durante muitos anos os caminhos do lado menos visível das coisas. Por isso, cada um de nós tem os seus pontos de referência nesse mapa de cumplicidades íntimas e as suas antologias pessoais de poemas. [...]

    Esclareça-se desde já que o título Mike Tyson para principiantes nos foi fornecido pelo próprio autor — que o utilizou para uma antologia da sua obra que pretendia ver publicada, a cujas versões tivemos acesso. Embora mantenha o título inspirado pela metáfora do pugilismo, o livro que temos em mãos, substancialmente mais extenso, não é a antologia Mike Tyson para Principiantes que o autor organizou; de qualquer modo, também não se trata de uma reunião dos seus poemas completos. O livro resulta da nossa selecção pessoal, democraticamente ponderada, feita a partir dos livros editados em vida, dos dispersos que vieram a lume em revistas literárias e volumes colectivos e dos inéditos que se conservam no espólio que a família mantém. Assinale-se também que, para a escolha e organização dos poemas, nunca perdemos de vista o objectivo de construir um livro inteiramente novo. Ainda assim, tendo acompanhado a sua escrita, achámos por bem respeitar uma constante na composição de todos os seus livros publicados, que foi a divisão em três partes, e orientá-la de uma forma que pudesse aproximar-se de propostas que o próprio deixou esboçadas. [...]»
    da Introdução
  • Obras completas de Mário-Henrique Leiria. Ficção

    Mário-Henrique Leiria

     Primeiro de 3 volumes que reunirão a obra completa do génio do surrealismo português. Este volume recolhe a ficção completa de Mário-Henrique Leiria, incluindo diversos textos inéditos e outros nunca antes compilados em livro (quase 1/3 do livro).

    Coligem-se os volumes míticos: Contos do Gin-Tonic e Novos Contos do Gin juntamente com outros contos dispersos e inéditos, uma novela, teatro, guiões para cinema e uma banda desenhada.

    A edição foi preparada pela Professora Tania Martuscelli (Universidade do Colorado/Boulder), a maior especialista na obra de Mário-Henrique Leiria, que recolheu todos os textos constantes do espólio do autor e em vários outros materiais dispersos.

    Oferece-se pela primeira vez aos leitores portugueses de forma sistemática e coerente uma obra até agora dispersa e em boa parte indisponível.
  • Eufeme #5 Outubro/Dezembro 2017

    AAVV

     Esta edição conta com 98 páginas e com a participação dos poetas:

    Alfredo Ferreiro; Ana Horta; António José Queiroz; Domingos da Mota; Edgardo Xavier; Eduardo Bettencourt Pinto; Eduardo Quina; Francisco Cardo; Gilles Fabre*; Gisela Gracias Ramos Rosa; Jack Galmitz*; Jorge Arrimar; Lee Gurga*; m. parissy; Maria F. Roldão; Mila Vidal Paletti; Rui Tinoco; Sónia Oliveira; Zlatka Timenova.

    * traduções de Francisco José Craveiro de Carvalho.
  • Nadar na piscina dos pequenos

    Golgona Anghel

     Encontrámos as partes,
    mas ainda não o conjunto.
    Falta-nos esta última força.
    Falta-nos a esperança
    como uma espuma branca que nos proteja e nos una.
    Procuramos esse sustento salutar:
    conviver,
    perseguidos por uma espécie de incontinência verbal.

    Na juventude, começámos com uma boneca de corda,
    a que demos tudo o que tínhamos.
    O fracasso estava, no entanto, treinado
    para receber-nos, com luvas gigantes,
    como se fôssemos bolas de basebol.
    Continuamos calados. À procura. Com fome.
    Não podemos fazer mais.
  • O crime de aldeia velha

    Bernardo Santareno

     Em 1934, no Marco de Canavezes, Portugal, uma jovem de uma pequena aldeia é queimada viva para lhe exorcizarem o diabo do corpo. Essa história é verídica e macabra.
    Bernardo Santareno, o maior dramaturgo português da modernidade, construiu em torno dessa história um texto violento e intrigante sobre os preconceitos, medos e paixões dos homens e sobre a maneira como estes o guiam e cegam.

    A história de Joana, a mais bela rapariga da região, desejada por todos os rapazes em idade casadoira e mesmo por aqueles que já não deviam pensar nessas coisas, é a história da inveja e suspeita das mulheres das aldeias. A crença num poder de sedução de inspiração diabólico, os desequilíbrios sociais, a crendice num livro de São Cipriano… Tudo isto é posto a nu pelo autor que, em poucas páginas, cria um texto único a que obriga o leitor/espectador a reflectir sobre o lado mais obscuro da alma humana e os efeitos que deixar-mo-nos por ele dominar podem acarretar em termos de consequências nefastas.
  • Querer do corpo, peso (e outros textos)

    Sónia Baptista

     

Eventos


  • ...

Destaques

A salvação de Veneza

Thomas Otway

Tradução e prefácio de António M. Feijó.

«"A Salvação de Veneza" de Thomas Otway (1652-1685) tem tido uma posteridade peculiar. No espaço da literatura dramárica inglesa, a sua órbita é a de um cometa periódico: recorrentemente montado, frequentemente esquecido, este texto de 1682 fascina de algum modo a generalidade dos seus intérpretes.
(...)
Quanto ao que determina o inesperado e largo elogio deste texto numa autora como Gertrude Stein, ou a furiosa imprecação de Lord Byron, numa carta de 1817, contra a heroína da peça, por ele descrita como "uma cabra sentimental de cio casto e curiosidade chorona... que absolutamente desprezo, abomino e detesto", talvez que o impulso seja de natureza idêntica.» do Prefácio

PULLLL - Poesia Contemporânea do Canadá

AAVV

 Este livro pretende ser uma amostra da poesia canadiana de língua inglesa contemporânea, com incidência nos últimos 30 anos. Nascidos entre 1925 e 1966, os treze autores seleccionados são muito diferentes entre si, abrangendo cerca de três gerações. Apesar das notórias diferenças, parece ser possível encontrar alguns pontos de contacto nas suas poéticas individuais. Em todos os autores escolhidos é possível reconhecer uma prática de radical interpelação da linguagem e de abandono de estratégias de significação fossilizadas. Trata-se de um projecto único, tanto enquanto antologia, como de tradução, de «uma poética que puxa a linguagem até ao limite».

As Portas da Percepção

Aldous Huxley

 Numa radiosa manhã de Maio, em 1953, Aldous Huxley tomou pela primeira vez quatro décimos de grama de mescalina, dissolvidos em meio copo de água, sentou-se e aguardou os seus efeitos. Pouco depois, tudo o que o rodeava se transformou. Eis a génese de As Portas da Percepção (1954), um dos textos mais inspiradores para a contracultura americana dos anos 60. Registo minucioso de alterações sensoriais e ensaio filosófico que aborda os efeitos libertadores desta substância alucinogénica, é uma obra visionária sobre o funcionamento da mente e o desejo de transcendência do ser humano.
Esta edição inclui ainda Céu e Inferno (1956), que explora a história e a índole de experiências transcendentais.

Prémio Nacional de Poesia c/ CD “Mau Sangue” - Beatriz Nunes, José Ferreira e Nuno Moura

Nuno Moura

 “Um livro com este título é logo garantia de qualidade? Não se sabe. Certo é que não ganhou nenhum prémio e nem sequer é um livro de poemas. O que será? E porque traz um CD? É para uma leitura em play back? Ou é música para acompanhar a entrega do prémio? Levem a taça por favor.”