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Novidades

  • Antípoda: casa mãe

    José Rui Teixeira

     
  • O Medo

    Al Berto

     Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, «O Medo» reúne toda a poesia de Al Berto.

    encosta-te à parede
    deixa o fluxo da dor circular
    por dentro das imagens febris — agarra o feixe
    de cordas de ar — vai
    pelo rastro das etéreas aves — chama-as
    ao jardim imaginado e dá-lhes a beber
    as visões de cinza quente

    chama a noite e lança dentro dela
    a águia dos mares — a flor escura do sangue
    transforma-a em navio rompendo
    a bruma deste inverno sem memória

    deixa o corpo viajar no desalento
    essa fonte do inesgotável canto — melancolia
    que os remédios não curam

    encosta-te à parede
    escuta a inesperada mudez do talento
  • Antologia poética

    Alejandra Pizarnik

    Edição bilingue.
    Tradução: Alberto Augusto Miranda
    Selecção de poemas: Albrto Augusto Miranda, António Sá Moura, Carlos Saraiva Pinto

    «não,
    as palavras
    não fazem amoor
    fazem ausência
    Se digo água, beberei?
    Se digo pão, comerei?»
    (excerto de "En esta noche en este mundo")
  • Amar é pensar

    Fernando Pessoa

     
  • Poesia

    Mário Cesariny de Vasconcelos

     Livro que pela primeira vez reúne a obra poética de Mário Cesariny, organizado e prefaciado por Perfecto E. Cuadrado. Nesta edição estão incluídos os livros Manual de Prestidigitação, Primavera Autónoma das Estradas, Pena Capital, Nobilíssima Visão, A Cidade Queimada, O Virgem Negra e ainda «Outros poemas», conjunto de textos retirados dos livros pelo autor.

    «Há uma década já que o navio-mário largou o cais para se aventurar no nevoeiro à procura do mistério da pirâmide, depois de ter bebido das águas daquele lugar tenebroso e cantante onde se juntam todas as nascentes. Mário foi, antes de mais, um homem livre e luminoso que cada dia inaugurava o dia na noite da caverna e que soube encontrar mil tempos novos para o verbo amar.» (Perfecto E. Cuadrado, no prefácio a esta edição)
  • Escrito no Vento - Paroles de Vent

    Zlatka Timenova, Casimiro de Brito

     O livro “Escrito no Vento/Paroles de Vent” (Renku) de Zlatk Timenova e Casimiro de Brito já está disponível, sendo uma edição bilingue Português/Francês e o primeiro de uma nova colecção de Poesia da Eufeme.

    O poema a duas vozes que oferecemos hoje é uma forma poética usada no Japão desde o século XIV, intitulada de início Renku (連얌) ou haikai no renga (母諧ㅞ連멱). É cantada por dois poetas, sob a forma de haiku, num “duelo” poético extremamente vivo e tão original quanto possível. Forma essa que Casimiro de Brito já praticou duas vezes: a primeira com o grande poeta Bashô, respondendo com poemas seus aos poemas do Mestre, sem o Mestre saber, pois viveu entre 1644 e 1694. Esse poema, composto por 110 haiku, foi publicado em Faro, numa edição raríssima, em 2001. O outro renku (“Através do Ar”) foi escrito com o poeta japonês Ban’ Ya Natsuishi, em quatro línguas (português, japonês, inglês e francês) e foi editado em Tokyo em 2007.
    O livro Escrito no vento/Paroles de vent, que a Editora Eufeme oferece aos seus leitores, é um novo “duelo/diálogo”. Os dois protagonistas são Casimiro de Brito e Zlatka Timenova e as figuras deste poema-duelo são realizadas em francês e português, com as respectivas traduções pelos próprios poetas.
  • Uma Vindicação dos Direitos da Mulher

    Mary Wollstonecraft

     Esta obra revolucionária e fundadora do feminismo é um clássico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na França revolucionária, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao «sexo fraco» tomar as rédeas do seu destino e quebrar as cadeias da submissão e ignorância que o prendiam. Trava-se, nestas páginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira dócil do homem. Em cada linha desta resposta a Émile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso à educação e ao trabalho, como condição da emancipação feminina, e a ideia de que, sem liberdade, não há deveres sociais a cumprir. Uma Vindicação dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuará a influenciar gerações de leitores.
  • Eufeme #5 Outubro/Dezembro 2017

    AAVV

     Esta edição conta com 98 páginas e com a participação dos poetas:

    Alfredo Ferreiro; Ana Horta; António José Queiroz; Domingos da Mota; Edgardo Xavier; Eduardo Bettencourt Pinto; Eduardo Quina; Francisco Cardo; Gilles Fabre*; Gisela Gracias Ramos Rosa; Jack Galmitz*; Jorge Arrimar; Lee Gurga*; m. parissy; Maria F. Roldão; Mila Vidal Paletti; Rui Tinoco; Sónia Oliveira; Zlatka Timenova.

    * traduções de Francisco José Craveiro de Carvalho.
  • O crime de aldeia velha

    Bernardo Santareno

     Em 1934, no Marco de Canavezes, Portugal, uma jovem de uma pequena aldeia é queimada viva para lhe exorcizarem o diabo do corpo. Essa história é verídica e macabra.
    Bernardo Santareno, o maior dramaturgo português da modernidade, construiu em torno dessa história um texto violento e intrigante sobre os preconceitos, medos e paixões dos homens e sobre a maneira como estes o guiam e cegam.

    A história de Joana, a mais bela rapariga da região, desejada por todos os rapazes em idade casadoira e mesmo por aqueles que já não deviam pensar nessas coisas, é a história da inveja e suspeita das mulheres das aldeias. A crença num poder de sedução de inspiração diabólico, os desequilíbrios sociais, a crendice num livro de São Cipriano… Tudo isto é posto a nu pelo autor que, em poucas páginas, cria um texto único a que obriga o leitor/espectador a reflectir sobre o lado mais obscuro da alma humana e os efeitos que deixar-mo-nos por ele dominar podem acarretar em termos de consequências nefastas.
  • Tlon: Revista literária independente

    AAVV

     Nº 2

Eventos


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Destaques

José Carlos Soares

 

Dobra

Adília Lopes

Poesia reunida 1983-2014Dobra reúne todos os livros de poesia de Adília Lopes. Como consequência, a nova edição que agora se apresenta foi ampliada e passa a incluir toda a obra poética publicada da autora, até maio de 2014. Edição encadernada.

As veias abertas da América Latina

Eduardo Galeano

 Banido por ditaduras sul-americanas, As Veias Abertas (1971) é o relato implacável de cinco séculos de pilhagem de um promissor continente pela Europa e pelos EUA, e uma obra essencial sobre a exploração do homem pelo homem.

Esta contra-história notável de um continente exangue, fundindo crónica e relato, dados económicos e sociais, devolve-nos o olhar dos vencidos e traça as injustiças e o saque constante operado pelo estrangeiro, desde a chegada dos primeiros conquistadores até à ocupação pelas multinacionais norte-americanas.

Inspirou e continuará a inspirar gerações de activistas em todo o mundo.

Como uma flor de plástico na montra de um talho

Golgona Anghel

 Subiu dez andares para assim nos poder olhar de frente. Não lhe interessa o que dizem os dissidentes da ditadura. Mas confessa que gostava dos chocolates Toblerone que a sua tia lhe trazia no Natal.

Colecciona cabelos nas folhas de um herbário sentimental. Escreve a palavra vazio depois da palavra espera. É como a Salomé — dizem — pede cabeças mas só lhe entregam pizzas. Perdeu a fé num ataque de riso. Exige agora silêncio e um copo de tinto, enquanto apresenta em directo a autópsia da sua glória.