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  • O crime de aldeia velha

    Bernardo Santareno

     Em 1934, no Marco de Canavezes, Portugal, uma jovem de uma pequena aldeia é queimada viva para lhe exorcizarem o diabo do corpo. Essa história é verídica e macabra.
    Bernardo Santareno, o maior dramaturgo português da modernidade, construiu em torno dessa história um texto violento e intrigante sobre os preconceitos, medos e paixões dos homens e sobre a maneira como estes o guiam e cegam.

    A história de Joana, a mais bela rapariga da região, desejada por todos os rapazes em idade casadoira e mesmo por aqueles que já não deviam pensar nessas coisas, é a história da inveja e suspeita das mulheres das aldeias. A crença num poder de sedução de inspiração diabólico, os desequilíbrios sociais, a crendice num livro de São Cipriano… Tudo isto é posto a nu pelo autor que, em poucas páginas, cria um texto único a que obriga o leitor/espectador a reflectir sobre o lado mais obscuro da alma humana e os efeitos que deixar-mo-nos por ele dominar podem acarretar em termos de consequências nefastas.
  • Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos

    Simone Weil

     Um pouco por todo o lado, a operação de tomar partido, de tomar posição pró ou contra, substituiu a operação do pensamento. Estamos perante uma lepra que teve origem nos meios políticos e que se estendeu à quase totalidade do pensamento. É duvidoso que se consiga remediar essa lepra se não começarmos pela supressão dos partidos.

    Nesta brevíssima Nota sobre a Supressão Geral dos Partidos Políticos (escrita entre 1942 e 1943), Simone Weil vai bem além da mera provocação. Expondo as dinâmicas de poder e hierarquia que nascem no chamado espírito de partido, e assistindo ao triunfo generalizado da opinião sobre a verdade e às consequências do seguidismo e da propaganda em várias áreas da vida pública - do jornalismo à educação, das artes à religião -, Weil proclama que a verdadeira política, aquela que persegue o bem comum, só poderá existir quando os partidos saírem do caminho.

    Esta noção de que «um partido é uma pequena igreja profana armada com a ameaça de excomunhão», oficialmente constituído para «matar nas almas o sentido da verdade e da justiça», arrasa as fundações em que assenta o nosso sistema político. Mas ressoa ainda hoje nos escombros das ilusões por ele fabricadas - abrindo brechas de pensamento individual, livre, a salvo de paixões colectivas.
  • Poemas Obsoletos de Um Bicho Imóvel

    Nunes da Rocha

    Nunes da Rocha, Poemas Obsoletos de um Bicho Imóvel, 52 pp.
    (Tiragem Única de 250 exemplares)
    Capa de Bárbara Assis Pacheco.
    Paginação e arranjo gráfico de Pedro Santos.
  • Antologia poética

    Alejandra Pizarnik

    Edição bilingue.
    Tradução: Alberto Augusto Miranda
    Selecção de poemas: Albrto Augusto Miranda, António Sá Moura, Carlos Saraiva Pinto

    «não,
    as palavras
    não fazem amoor
    fazem ausência
    Se digo água, beberei?
    Se digo pão, comerei?»
    (excerto de "En esta noche en este mundo")
  • Sonho de Outono / Nome

    Jon Fosse

     Em "Sonho de Outono", um homem e uma mulher encontram-se num cemitério. Já se conheceram e amaram, mas só agora podem realizar esse amor. A mulher oferece-se, o homem hesita. Conversam sobre o amor e a morte, o homem questiona o amor, teme a morte, a mulher quer viver e amar. E descobrimos que este amor já se realizou e já acabou. E a vida passa.
    Em "O Nome", há uma família, uma casa e três actos. E existem as sementes que podiam pôr em marcha a intriga naturalista e burguesa: uma rapariga regressa a casa passados anos, grávida, vem o namorado e aparece ainda o antigo amor. Só que, havendo tensão e desconforto, não é a psicologia que interessa. As personagens, sonâmbulas, repetem-se, dizem que sim e que não com a cabeça, vão até à janela, abrem e fecham portas. E, claro, a criança pode nascer a qualquer momento.
  • O desenhador de sóis

    Nuno Brito

     "O poema é uma fonte de luz. /Linguagem e fogo se beijam. /Tudo não passa de um poema ao sol. /O corpo só termina onde termina o nosso amor." - Nuno Brito
  • Cento e Onze Discos Portugueses A Música na Rádio Pública

    AAVV

     Este livro é resultado de uma iniciativa da Antena 3 para comemorar os oitenta anos da rádio pública em Portugal.
    Inicialmente pensado como antologia de discos simbólicos para a Rádio Portuguesa, transformou-se num projecto mais ambicioso, uma verdadeira antologia de discos fundamentais para contar a história da música portuguesa e, em paralelo, a da rádio pública no nosso país.

    Para dar sentido e consistência ao projeto, os organizadores convidaram investigadores, jornalistas, críticos, divulgadores e melómanos ligados ao universo radiofónico a fazer as suas escolhas e a defender os seus argumentos, daí resultando um apanhado da mais significativa música gravada e editada em Portugal da autoria de pessoas com papel determinante na divulgação de música no nosso país.

    Textos de:

    Adelino Gomes Álvaro Costa Ana Cristina Ferrão Ana Markl Ana Sofia Carvalheda André Cunha Leal António Freitas António Macedo Armando Carvalheda David Ferreira Edgar Canelas Fernando Alvim Henrique Amaro Inês Meneses Isilda Sanches Jaime Fernandes João Almeida João Carlos Callixto João David Nunes João Gobern João Lopes Joaquim Paulo José Duarte José Mariño Júlio Isidro Luís Filipe Barros Luís Montez Luís Oliveira Luís Pinheiro de Almeida Maria João Serra Mário Lopes Miguel Esteves Cardoso Nuno Artur Silva Nuno Calado Nuno Galopim Nuno Markl Nuno Reis Pedro Gonçalves Pedro Castelo Pedro Félix Pedro Ramos Ricardo Alexandre Ricardo Saló Ruben de Carvalho Rui Estêvão Rui Miguel Abreu Rui Pêgo Rui Portulez Tiago Pereira Viriato Teles Zé Pedro
  • As veias abertas da América Latina

    Eduardo Galeano

     Banido por ditaduras sul-americanas, As Veias Abertas (1971) é o relato implacável de cinco séculos de pilhagem de um promissor continente pela Europa e pelos EUA, e uma obra essencial sobre a exploração do homem pelo homem.

    Esta contra-história notável de um continente exangue, fundindo crónica e relato, dados económicos e sociais, devolve-nos o olhar dos vencidos e traça as injustiças e o saque constante operado pelo estrangeiro, desde a chegada dos primeiros conquistadores até à ocupação pelas multinacionais norte-americanas.

    Inspirou e continuará a inspirar gerações de activistas em todo o mundo.
  • Mike Tyson para Principiantes - antologia poética

    Rui Costa

     «Esta antologia procura oferecer uma maneira de ler a poesia de Rui Costa, sabendo de antemão que tudo o que pudermos dizer a respeito da sua obra será condicionado por um tom deliberadamente pessoal: afinal, fomos amigos do Rui, companheiros de vida e poesia, e com ele dividimos durante muitos anos os caminhos do lado menos visível das coisas. Por isso, cada um de nós tem os seus pontos de referência nesse mapa de cumplicidades íntimas e as suas antologias pessoais de poemas. [...]

    Esclareça-se desde já que o título Mike Tyson para principiantes nos foi fornecido pelo próprio autor — que o utilizou para uma antologia da sua obra que pretendia ver publicada, a cujas versões tivemos acesso. Embora mantenha o título inspirado pela metáfora do pugilismo, o livro que temos em mãos, substancialmente mais extenso, não é a antologia Mike Tyson para Principiantes que o autor organizou; de qualquer modo, também não se trata de uma reunião dos seus poemas completos. O livro resulta da nossa selecção pessoal, democraticamente ponderada, feita a partir dos livros editados em vida, dos dispersos que vieram a lume em revistas literárias e volumes colectivos e dos inéditos que se conservam no espólio que a família mantém. Assinale-se também que, para a escolha e organização dos poemas, nunca perdemos de vista o objectivo de construir um livro inteiramente novo. Ainda assim, tendo acompanhado a sua escrita, achámos por bem respeitar uma constante na composição de todos os seus livros publicados, que foi a divisão em três partes, e orientá-la de uma forma que pudesse aproximar-se de propostas que o próprio deixou esboçadas. [...]»
    da Introdução
  • Textinhos, Intróitos & Etc

    Vitor Silva Tavares

     

Eventos


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Destaques

Antologia poética

Jacques Brel

 

Incipit

Manuel de Freitas

 

Últimos poemas

José Miguel Silva

 Edição Nº 102 da Editora Averno apresenta-nos "Últimos Poemas" de José Miguel Silva

Lisboaleipzig

Maria Gabriela Llansol

 E Aossê [Fernando Pessoa]. Sempre atravessando Lisboa, neste dia em que não nos é permitido encontrarmo-nos, pois eu permaneço aqui. Subo para ir buscar os seus passeios no Livro do Desassossego, e encontro-me subitamente a três no patamar. Bach toca órgão no exterior, no lugar em que a Praça de Herbais é mais monótona. Toca para mim, e para ele, com um relâmpago de amizade nas veias. Não sabe nada destes portugueses, que pedem deuses num país estrangeiro. Não sabe que somos portugueses, somos irmãos por quem teme. «Um dos meus passeios predilectos», diz Aossê, «nas manhãs em que temo a banalidade do dia que vai seguir como quem teme a cadeia…»